Por Carolina Altarejo

Em um mundo onde a moda é um dos setores que mais movimenta a economia, o termo “consumo consciente” vive em pauta. O fast fashion tem se tornado um dos maiores vilões do planeta, e comprar de forma responsável é, consequentemente, ainda mais difícil. Segundo a instituição global de pesquisa World Resources Institute, roupas descartadas feitas de tecidos não biodegradáveis podem permanecer em aterros por até 200 anos. Se um caminhão de lixo com mais de dois mil quilos de roupas é carregado por segundo, imaginem o impacto que a natureza sofre com isso!

Normalmente, ao falar em consumo consciente, pensamos em compras menores e com produtos de melhor qualidade. Certo? De fato, entender a importância do não consumismo é essencial, mas esquecemos que a reciclagem pode – e deve – ser uma solução.

Como um dos pilares da sustentabilidade, a reutilização de peças que já pertenceram a alguém poupa a natureza de todo o trabalho desde a produção até a decomposição do objeto. Afinal, a roupa mais sustentável é aquela que já foi criada, ela só precisa de uma segunda oportunidade, um novo look.

É aí que entra o conceito de upcycling. De acordo com o dicionário inglês, a palavra significa “reusar (objetos ou materiais descartados) de modo a criar um produto de maior qualidade ou valor que o original”, ou seja, reutilizar de forma criativa. Uma sugestão? Recorra aos brechós! Se antes eles eram sinônimo de “coisa velha”, hoje dão vida a muitos e-commerces pelo país.

A Z conversou com a publicitária campineira especialista em brechós, Stella Vasconcelos, sobre sua paixão por garimpos, herdada da mãe. Em 2013, ela descobriu uma maneira de compartilhar com as pessoas o benefício pessoal, financeiro e sustentável que isso trazia, quando lançou o blog Diga Xs e, alguns anos depois, o canal no YouTube, que já possui cerca de 45 mil inscritos. Confira:

 

1) Qual o seu propósito em garimpar roupas de brechó?

Sempre encarei o garimpo como exercício de criatividade e possibilidade de ter acesso a roupas, marcas e outros itens que eu gostaria de ter, mas não eram acessíveis. Meu propósito em compartilhar esse universo dos brechós era informar as pessoas que havia uma alternativa acessível para se vestir bem. Nada que alguns truques para apurar o olhar e deixar o preconceito de lado não te façam se apaixonar pelo garimpo também.

2) Muitas pessoas possuem certo preconceito em comprar roupas usadas. Como lidar com essa ideia?

Sempre achei tão natural usar roupas usadas que até me espantava quando alguém me dizia “mas você tem coragem de usar?”. Existe muito preconceito sim, embora hoje, muito mais diluído. Meu trabalho no Diga Xs é justamente montar e mostrar os looks possíveis e fazer com que a pessoa dê uma chance, experimente, conheça antes de recusar a ideia. Acredito e continuo compartilhando: lavou, está novo! Além de que essa nova forma de consumo está ganhando força e o sustentável e consciente conquistam cada vez mais.

3) Quais são seus três brechós favoritos em Campinas?

Que difícil, sou tão apaixonada pelas histórias que cada um carrega que posso dizer, de coração, que todos são meus favoritos! Vou citar aqueles que eu mais frequento e sempre encontro tudo que procuro:
Bazar Casa de Jesus: Av. das Amoreiras, 3653, Jd. Paraíso de Viracopos;
Mercatudo Casas André Luiz: Av. Presidente Juscelino, 364, Jd. Novo Campos Elísios;
Único Brechó: Rua Dr. Guilherme da Silva, 541, Cambuí.

 

Dica da Z: recicle e promova a reciclagem!
Dê uma boa olhada no seu guarda-roupa. Você ainda usa todas aquelas peças? Elas representam quem você é hoje? Se a resposta for não, não pense duas vezes: doe! Doar suas roupas usadas para brechós ou instituições de caridade significa compartilhar com a comunidade e promover reutilização.

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