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Por Consuelo Blocker

Algo que me surpreendeu nesta estação foi a quantidade de desfiles que parecem mais um bom trabalho de styling com peças de um ótimo brechó. Perfume vintage, mix de estilo em sobreposições definem a passarela. A moda se torna mais uma questão de desejo do que imposição e, como diz minha mãe: “o que era tendência hoje é orientação”. Então vamos analisar as tais orientações de alguns desfiles!

1) Gucci

Entender a Gucci é algo que tenho tentado fazer desde que Alessandro Michele entrou na Maison, há quatro anos, para revolucionar o mundo da moda. Estação após estação, a marca cresce acima das metas. A melhor conclusão a qual cheguei é que, apesar do styling nos desfiles e vitrines serem over, as peças individuais são de certa forma bem clássicas com pequenos “twists”. Blazers, casacos e saias gritam sua originalidade no tradicional. Isso quer dizer que, para qualquer um de nós que queira modernizar seu look, basta entrar no mundo maluco e maravilhoso da Gucci sob o comando Michele! Pensem no que ele fez com o mocassim tradicional, por exemplo, transformando-o em mule com pelinhos. Voilá!

2) Burberry

Na Burberry, o Italiano Riccardo Tisci, diretor criativo que até o ano passado estava na Givenchy, continua o que propôs em seu primeiro desfile na última estação. Dividir o show em duas partes: o street e o behaved (comportado). Nos dois, ele descompõe os códigos de guarda-roupa para propor looks “preppies” (aquele look comportado universitário à lá Brooks Bros.) e grunge, seguidos por tailleurs e trenchs em novas construções. Com matéria prima maravilhosa, mão-de-obra impecável e um olho para a proporção, pessoalmente achei o resultado chique.

3) Prada

Quando Miuccia faz PRADA não tem pra ninguém! Com uma trilha sonora que lembrava contos de fada, ela apresenta a sua guerreira que nasce em histórias alegóricas, mas cresce armada na melhor alfaiataria para enfrentar as difíceis realidades e batalhas da mulher contemporânea. Os casacos cinturados de forma inusitada, as estampas ultrarrealistas e românticas contrastadas com as botas de solado grosso, trazem a versão mais recente do que Miuccia Prada faz de melhor.

4)Valentino

Sempre muito elegante, o tema de Valentino foi flores, que apareceram sob poesias em jacquard e estampa. Para mim, essa coleção não foi poética. Bonita? Sim, mas não genial. E infelizmente o talento de Píer Paolo Piccioli também é sua cruz, pois dele esperamos sempre genialidade. Algo que tire nosso fôlego. Mas, os acessórios estavam lindos e com certeza venderão. Os estilistas têm que criar tantas coleções no ano, que a inspiração, no fim, sofre!

5)Dolce&Gabbana

O desfile da Dolce & Gabbana em Milão foi uma homenagem ao estilo da mulher com personalidade, especialmente a italiana, imortalizada nos séculos pelos grandes mestres. Isso trouxe à passarela alfaiataria masculina com calças largas e blazers quadrados acompanhados de sapatos baixos decorados com cristais. Para a fã da marca, não faltaram os modelos icônicos como o vestido em tule drapejado, saias largas e blazers cinturados. Além das tradicionais flores, desta vez em jacquard, também vimos desenhos no estilo art dèco do início do século XX, à lá Tamara de Lempicka.

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