O que é bom para um, nem sempre é para o outro, não é mesmo? A frase vale, também, para o uso de cosméticos: no inverno, o número um em rejuvenescimento, referência em esfoliação e poderosa atividade secativa, respectivamente, estamos falando do ácido retinoico e retinoides, dos alfa e beta-hidroxiácidos e da tretinoína. Mas, isso procede no inverno! Para o verão, o jogo vir e o topo da lista é dominado pelos ácidos com atuação antioxidante, protetora e anti-inflamatória. Então, anote os melhores cosméticos para rejuvenescer a pele no verão!

E para o verão? Quais são os ácidos permitidos?

Apesar de não oferecer a mesma potência rejuvenescedora, os ácidos mandélico, ferúlico, kójico, azelaico, maslínico, ascórbico e (é claro) hialurônico fazem parte das prescrições nos climas quentes, por oferecerem resultados eficientes. “A indicação e a dosagem devem ser feitas por dermatologista, assim como a orientação do modo de uso. Independente se o ingrediente é fotossensibilizante, a proteção solar é regra básica e deve ser seguida diariamente com FPS 30 (no mínimo) e reaplicado de duas em duas horas”, explica a dermatologista.

Ácido Mandélico – “É um alfahidroxiácido com moléculas grandes, que consegue equilibrar o processo de renovação epitelial e tem indicação anti-aging (age diminuindo o fotoenvelhecimento e o tratamento deve ser mantido por meses ou até anos para as rugas e marcas de expressão desaparecerem gradualmente)”, afirma a médica.

Ácido Ferúlico – Encontrado nas folhas e sementes de muitas plantas, especialmente farelo de milho e arroz. “Esse ácido fornece hidrogênio para a neutralização dos radicais livres, compostos estes relacionados com o envelhecimento das células, portanto é um potente antioxidante”, comenta a dermatologista Dra. Claudia Marçal. O ácido ferúlico suaviza rugas e linhas de expressão.

Ácido Kójico – Considerado um clareador importante por ter uso permitido durante o verão e também na gestação. “Ele inibe a ação da tirosinase (enzima responsável pela produção de pigmento) como quelante de íons, promovendo a diminuição da formação de melanina, promovendo clareamento. É um ácido que não causa irritabilidade nas concentrações de margem de segurança”, destaca Claudia Marçal.

Ácido Azelaico – Encontrado no trigo, o ácido pode ser usado também por gestantes no controle do melasma. “Ele inibe a tirosinase (enzima responsável pela estimulação e produção da melanina), então consegue prevenir a formação do melasma (e, se presente, o ácido consegue controlar e clarear)”, explica Claudia Marçal.

Ácido Maslínico – Substância derivada da moagem de azeitonas, é um poderoso antioxidante e também tem ação anti-inflamatória considerável. “O ácido reduz a vermelhidão de peles irritadas, principalmente após exposição solar e outros agressores ambientais. A substância age diretamente sobre a hidratação e aparência da pele, deixando-a mais macia e radiante”, comenta a médica.

Ácido Ascórbico – é a famosa Vitamina C. “O Ácido L-Ascórbico é um poderoso antioxidante, cuja aplicação tópica permite alcançar níveis que não seriam possíveis com a ingestão de frutas ou de suplementação oral de vitamina C”, explica a dermatologista. Além disso, é responsável por frear a ação dos radicais livres, estimular a formação de novo colágeno (é cofator da síntese) e ajuda a proteger a pele dos efeitos do sol, na medida em que uniformiza o tom de pele e melhora sua textura.

Ácido Hialurônico – Esse ácido é uma glicosaminoglicana e faz parte da matriz extracelular, onde ficam as fibras do colágeno e elastina. “Com o avanço da idade, o ácido hialurônico diminui, reduzindo também a hidratação e elasticidade da pele. Então, quando existe falta de ácido hialurônico, há desidratação da pele, tendência à flacidez, formam-se rugas, sulcos e perda de luminosidade”, explica a dermatologista. O ativo ácido hialurônico tem vários pesos moleculares e deve ser usado numa composição com diferentes pesos para atuar em várias camadas.

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