Com o cenário do El Badi Palace, em Marrocos, e muito apreço pela cultura norte-africana, Maria Grazia Chiuri apresentou ontem, 30 de abril, o desfile Dior Cruise 2020 em uma passarela repleta de referências marroquinas que evidenciaram a intenção da diretora criativa em valorizar o continente.

Além de fazer uso da matéria-prima africana, Chiuri teve como inspiração as obras literárias da feminista Naomi Zack e do franco-marroquino Tahar Ben Jellou e a indumentária marcante de Maya Angelou e Nelson Mandela, evidenciada nas peças.

Nelson Mandela e Maya Angelou

Como apoio para criação, a designer ainda recrutou profissionais como Grosfilley, curadora francesa e especialista em tecidos e moda africana, e estilistas e artistas africanos como Pathé’O, famoso por desenhar as camisas ousadas e coloridas de Nelson Mandela. Contou também com a associação Sumano, que defende as habilidades e tradições por trás dos tecelões e ceramistas da região do Anti-Atlas e o trabalho do estúdio Uniwax, criador de 100% do tecido de cera feito na África, usado em grande parte da coleção.

Com tons sóbrios, terrosos e vestidos em renda branca com pegada boêmia, o destaque das peças ficou para os tecidos africanos e a série de estampas em dimensões variadas, como a reinterpretação da clássica francesa Toile de Jouy, criada no século XVIII, e as referências às cartas de tarô da maison.

Para assistir ao show, fashionistas embaixadoras da marca e celebridades como Jessica Alba, Shailene Woodley, Lupita Nyong’o e Diana Ross marcaram presença.

Veja abaixo algumas das produções desfiladas:

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