Com mais de 30 galerias e 160 expositores, a 13ª edição da SP-Foto – Festival Internacional de Foto de São Paulo, que aconteceu entre 21 e 25 de agosto, no JK Iguatemi, trouxe reflexões que se alongaram ao período da mostra. A convite do Iguatemi Campinas e do Galleria Shopping, a Z Magazine participou de um talk de Fernanda Feitosa, fundadora do evento, que contou com a participação de Costanza Pascolato, que da plateia nos lembrou sobre o papel da fotografia na moda.

Costanza Pascolato e Fernanda Feitosa

Foto de Moda

Uma das formas de se estudar a história e o comportamento, os registros fotográficos de marcas de roupas e revistas estabelecem um elo entre a moda e a sociedade. “A foto de moda é, como qualquer outra, um registro documental de um período, de uma estética”, comenta Fernanda Feitosa.

Fundamental para a compreensão de cada período da humanidade, Fernanda conta ela é também um reflexo da estética de uma época. “De revoluções, de tipo de vestimenta, se comparar o que uma mulher vestia a 20, 30 anos atrás não tem nada a ver com o que se veste hoje”.

Apesar de extremamente relevante, o Brasil ainda não tem a cultura de valorizar e dar espaço para talentos despontarem a partir da fotografia. “O Brasil é um país muito novo e as pessoas esquecem que temos pouca história. Tem muita gente que trabalha assim que a gente acaba não conhecendo”, reflete Costanza Pascolato.  Ela conta que já chegou a passar 11 horas durante um ensaio, porque se encantou com a imaginação e criatividade de um fotógrafo brasileiro. “Ele fez todas as fotos no negativo e positivo. Um trabalho autêntico que nunca vi em qualquer lugar”.

Revistas de moda

Diretamente ligada à fotografia, as revistas de moda também são responsáveis pelos registros da história. Hoje, diante de discussões e teorias sobre o fim do papel, Costanza defende o nicho como aposta certeira. “Todas as revistas que são cuidadas por um certo grupo, que são sofisticadas e tem uma linguagem própria, que não querem agradar a todos, estão no caminho certo. É o famoso nicho, que existem também em produtos, perfumes, na gastronomia. Eu que nasci em 1939 e vi a construção das revistas no país, acho fascinante”, conta.

 

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