Por Cristiane Gracioli

           @crisgracioli

Mafra, localizada a 30 minutos de Lisboa é uma cidade litorânea charmosa, pequena, histórica, palco de batalhas no passado e sede do importante Palácio Nacional de Mafra. Nele encontra-se a famosa biblioteca, uma das mais preciosas da Europa por contar com um acervo de mais de 36 mil livros e uma arquitetura impressionantemente bela.

Vários são os critérios para se obter a classificação de Patrimônio Mundial, sendo um deles a “Demonstração de Valor Universal Excepcional”, o que implica ir ao encontro às regras definidas pela Convenção do Patrimônio Mundial, assim como demonstrar a sua autenticidade e integridade.

A distinção do Real Edifício de Mafra – que inclui Tapada Nacional, Jardim do Cerco, Escola de Armas, Palácio e Basílica já revelam o tamanho da edificação e sua importância. Uma curiosidade que o Paço Real ocupa todo o andar nobre do edifício de Mafra, sendo a ala norte destinada ao Rei e sul à Rainha, ligados por uma longa galeria de 232 m – o maior corredor palaciano na Europa – usada para o “passeio” da corte, tão típico do séc. XVIII.

Palácio Nacional de Mafra é o mais importante monumento do barroco em Portugal, construído em pedra lioz da região, em uma área de perto de quatro hectares  (37.790 m2), compreendendo 1200 divisões,  mais de 4.700 portas e janelas, 156 escadarias e 29 pátios e saguões. Tal magnificência só foi possível devido ao ouro do Brasil, que permitiu ao Monarca por em prática uma política mecenática e de reforço da autoridade régia.

Morcegos: Um dos grandes protetores dos livros são os morcegos, que moram dentro da biblioteca e comem os insetos que, de uma forma ecológica, resolvem um problema complicado e grave de manutenção sem o recurso de produtos químicos. Estudos permitem concluir que durante o inverno permanecem no interior da Biblioteca e no verão ficam nas árvores.

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