A Semana de Moda de Milão, Inverno 2026 começa em breve e promete ser um dos momentos mais estratégicos do calendário fashion global. Entre 24 de fevereiro e 2 de março, a capital italiana recebe compradores, jornalistas, estilistas e criadores de tendências em uma edição marcada por renovações criativas, estreias aguardadas e a reafirmação do legado do made in Italy.
Um calendário robusto entre tradição e futuro
A edição feminina de inverno contará com mais de 50 desfiles presenciais, além de apresentações digitais, refletindo um equilíbrio entre o formato clássico das passarelas e novas maneiras de apresentar moda. Milão segue como uma semana conhecida por sua organização precisa e por transformar desfiles em negócios reais — uma vitrine essencial para o mercado de luxo e para o prêt-à-porter de alto impacto.
As estreias que movimentam o radar fashion
Um dos grandes destaques da temporada é o número expressivo de novas direções criativas assumindo casas tradicionais. A semana marca a estreia de Demna na Gucci, movimento que gera expectativa sobre como o designer irá reinterpretar a herança italiana sob seu olhar contemporâneo. Outro nome aguardado é Meryll Rogge na Marni, sinalizando um novo capítulo estético para a marca.
A Fendi também entra em evidência com a continuidade do trabalho criativo que reforça o DNA romano da casa, enquanto grifes como Prada, Dolce & Gabbana, Moschino e Diesel reafirmam sua relevância no cenário global com coleções que costumam ditar tendências além da estação.
Emporio Armani e o gesto simbólico da união
Um dos movimentos mais emblemáticos desta edição é a decisão da Emporio Armani de apresentar coleções feminina e masculina em um único desfile, reforçando uma visão mais integrada da moda e dialogando com as transformações contemporâneas do vestir. O gesto também reflete uma indústria mais consciente, que repensa formatos, excessos e narrativas.
Novas vozes ganham espaço nas passarelas
Além das grandes maisons, a Semana de Moda de Milão abre espaço para marcas emergentes e designers independentes, como Casa Preti, Simon Cracker e Max Zara Sterck, que representam uma geração interessada em sustentabilidade, identidade autoral e novos códigos de luxo. Essa convivência entre tradição e inovação é um dos pilares que mantém Milão relevante e em constante renovação.
O espírito criativo da temporada
No campo estético, a expectativa é de uma temporada que mistura alfaiataria refinada, referências históricas e experimentações contemporâneas. A moda italiana reforça seu domínio técnico, tecidos, construção e acabamento, enquanto dialoga com temas atuais como funcionalidade, sensualidade reinterpretada e novas proporções. Milão antecipa tendências que devem reverberar ao longo de todo o ano de 2026.
Line-up
24 de fevereiro
12h – Diesel
25 de fevereiro
6h30 – Jil Sander
10h – Fendi
12h – Missoni
26 de fevereiro
5h30 – Max Mara
7h30 – Boss
10h – Prada
12h – Emporio Armani
14h – Marni
16h – Roberto Cavalli
27 de fevereiro
5h30 – Tods
8h30 – Blumarine
10h – Gucci
13h – Moschino
28 de fevereiro
7h30 – Ferragamo
8h30 – Dolce & Gabbana
16h – Bottega Veneta
17h – Philipp Plein
01 de março
7h30 – Giorgio Armani
Posicionada estrategicamente entre Nova York, Londres e Paris, a Semana de Moda de Milão funciona como um termômetro criativo e comercial. O que se vê nas passarelas italianas frequentemente influencia tanto o mercado de luxo quanto o varejo global, consolidando a cidade como um dos centros mais importantes da moda contemporânea.
Em 2026, Milão não apenas apresenta coleções: ela reafirma seu papel como palco de transição, onde o passado encontra o futuro e onde a moda segue sendo negócio, cultura e identidade.