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Do concreto ao desejo: quando parques urbanos se tornam o novo luxo das cidades

10 de abril de 2026

#Destaque

By: Redação

Se antes o luxo estava restrito às vitrines, hoje ele também se desenha no espaço urbano. Em um momento em que bem-estar, estética e qualidade de vida redefinem o conceito de desejo, parques se tornam protagonistas — verdadeiros hotspots contemporâneos que misturam arquitetura, natureza e lifestyle.

É nesse contexto que nomes por trás de alguns dos projetos urbanos mais influentes do mundo desembarcam no Brasil para um debate inédito. Pela primeira vez no país, especialistas diretamente ligados à criação e gestão de espaços como o High Line participam de uma conversa pública sobre o impacto dos parques na transformação das cidades.

No dia 14 de abril, Alan van Capelle, diretor executivo da Friends of the High Line, Kira Strong, diretora sênior da High Line Network, e o arquiteto paisagista Neil Porter, sócio do escritório Gustafson Porter + Bowman, participam do seminário Arq.Futuro: Novas Centralidades Urbanas, no Teatro Oficina do Estudante Iguatemi, em Campinas.

O parque como passarela urbana

Construído sobre uma antiga linha férrea elevada, o High Line deixou de ser apenas um parque para se tornar um símbolo de requalificação urbana e, mais do que isso, um verdadeiro case de branding territorial.

Hoje, o espaço é um dos pontos mais visitados de Nova York e redefiniu completamente o entorno, impulsionando não apenas o mercado imobiliário, mas também a forma como as pessoas ocupam e experienciam a cidade. É o tipo de lugar onde arquitetura encontra comportamento e onde o urbano ganha status de tendência.

Não por acaso, o modelo se tornou referência global, inspirando projetos que enxergam o espaço público como ativo cultural e econômico.

Design urbano com assinatura

Se o High Line traduz o poder da reinvenção, o trabalho do escritório Gustafson Porter + Bowman reforça o design como linguagem universal.

Com projetos que vão do memorial de Diana, Princess of Wales Memorial Fountain, em Londres, ao Parque Central de Valência e ao ambicioso projeto ao redor da Torre Eiffel, o escritório constrói espaços que vão além da função, eles criam experiência.

Em comum, todos esses projetos compartilham uma estética contemporânea que mistura natureza, mobilidade e desenho urbano, transformando cidades em cenários vivos, quase editoriais.

O novo luxo é verde

O seminário, promovido pela Arq.Futuro, chega à sua terceira edição propondo uma discussão urgente: o papel das áreas verdes como infraestrutura essencial nas cidades contemporâneas.

Mais do que espaços de lazer, parques passam a ser entendidos como elementos estratégicos, capazes de impactar clima, economia e comportamento. Em outras palavras, tornam-se parte do novo luxo urbano: aquele que não se compra, mas se vive.

Segundo Tomas Alvim, cofundador da plataforma, essa mudança reflete um cenário mais amplo. Em um mundo marcado por crescimento populacional, pressão ambiental e desigualdades, os parques deixam de ser coadjuvantes para assumir protagonismo no desenho das cidades.

Campinas no mapa do pensamento urbano

Com patrocínio da Iguatemi S.A. e do bairro Casa Figueira, o evento reforça também o papel de Campinas como um polo de discussão contemporânea, conectando o interior paulista a debates globais sobre cidade, design e futuro.

Aberto ao público e gratuito, o seminário propõe mais do que uma conversa técnica. Ele convida a repensar a cidade como um espaço de experiência, estética e pertencimento.

Serviço

Seminário Arq.Futuro – Novas Centralidades Urbanas
Tema: Parques Urbanos
Data: 14 de abril de 2026
Horário: das 8h às 18h
Local: Teatro Oficina do Estudante Iguatemi – Shopping Iguatemi Campinas

Quando a cidade vira tendência

No fim, o que está em jogo não é apenas urbanismo, mas estilo de vida. Em 2026, cidades também são curadas, desenhadas e consumidas como extensão de identidade.

E, nesse cenário, parques deixam de ser apenas paisagem para se tornarem verdadeiros objetos de desejo.

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TAGS:

Arquitetura

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