O show de Shakira em Praia de Copacabana neste fim de semana foi muito além da música. Em um dos palcos mais icônicos do mundo, a artista apresentou não apenas uma performance arrebatadora, mas também um verdadeiro desfile, com figurinos assinados por criadores brasileiros que colocaram a moda nacional sob os holofotes globais.
Entre brilho, movimento e técnica, os looks reforçam um novo momento: o Brasil como potência criativa no cenário internacional no figurino criativo dos palcos.
600 mil cristais e o poder do espetáculo
O grande destaque da noite foi um macacão coberto por cerca de 600 mil cristais, uma peça que sintetiza o encontro entre moda e performance. Pensado para refletir luz em cada movimento, o look acompanhava a energia da artista no palco e criou um efeito quase hipnótico.
Mais do que impacto visual, a peça, assinada pela maison italiana Etro, revela um trabalho minucioso de construção, onde cada detalhe é calculado para funcionar sob luz, câmera e movimento intenso, além de claro, homenagear as cores da bandeira brasileira.
Brasil no centro do palco
A escolha por designers brasileiros não é aleatória. A marca nacional Hisha foi escolhida para confeccionar um dos figurinos da artista, que com o bordado e confecção à mão, criou um conjunto que reforça a identidade do Brasil através da versatilidade.
Essa escolha reflete um reconhecimento crescente da criatividade nacional, especialmente quando o assunto é moda voltada para entretenimento e espetáculo. Com expertise em brilho, sensualidade e construção cênica, o Brasil se consolida como referência quando o objetivo é criar impacto.
Criar figurino para um show desse porte exige mais do que estética. Os looks precisam acompanhar coreografias, resistir ao ritmo e, ao mesmo tempo, manter a força visual do espetáculo. É nesse ponto que o design brasileiro se destaca: tecidos tecnológicos, aplicações estratégicas e modelagens pensadas para performance garantem que beleza e funcionalidade caminhem juntas.
Entre pop e confecção
Os figurinos de Shakira transitam entre o universo pop e a lógica de confecção da alta-costura. Bordados elaborados, aplicações manuais e atenção extrema aos detalhes aproximam as peças de um trabalho artesanal, mesmo dentro de uma estética grandiosa e midiática.
Essa fusão reforça uma tendência importante: o palco como extensão da passarela e de performance. Ao cantar músicas ao lado de Anitta, Ivete Sangalo, Caetano Veloso e Maria Bethânia, a artista coloca em prática o amor pela cultura brasileira que está nas roupas e em suas músicas.
A imagem como linguagem
Cada look apresentado durante o show foi pensado como parte da narrativa visual. Cores, texturas e brilhos dialogam com diferentes momentos da performance, criando uma experiência imersiva para o público.
Não se trata apenas de trocar de roupa, mas de construir imagens que ficam. No fim, a apresentação de Shakira em Copacabana prova que, em 2026, moda e música são indissociáveis. E que o Brasil não está apenas assistindo ao espetáculo.