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O último tênis de Rihanna para a Puma pode marcar o fim de uma das collabs mais importantes da moda esportiva

28 de maio de 2026

#Destaque

By: Redação

A relação entre Rihanna e a Puma parece estar chegando ao fim e a indústria da moda já trata o assunto como o encerramento de uma era. O lançamento recente do último modelo da linha FENTY x PUMA reacendeu rumores de que o contrato bilionário entre a artista e a marca não será renovado após mais de uma década de parceria.

A possível despedida vai muito além de um tênis: ela representa o fim de uma colaboração que ajudou a redefinir a relação entre luxo, streetwear e sportswear feminino nos anos 2010, além da liderança de artistas da música na indústria.

A parceria que mudou a Puma culturalmente

Quando Rihanna assinou com a Puma em 2014 como diretora criativa da linha feminina, a marca passava por um momento de menor relevância frente a gigantes como Nike e Adidas. Com um estilo e senso criativo único, a artista foi escolhida para modernizar a marca sem tirar suas raízes do sportwear.

Durante sua direção, modelos como o Creeper se tornaram fenômenos culturais instantâneos e ajudaram a impulsionar o boom do athleisure, aproximando o sportswear do universo fashion de maneira inédita. Rihanna conseguiu ser pioneira de um movimento muito presente em 2026: transformar um tênis esportivo em item de desejo de luxo.

Foto: Lançamento Creeper, 2024. Darrel Hunter.

A colaboração também abriu caminho para que artistas passassem a ocupar funções criativas dentro de grandes marcas esportivas.

O retorno da FENTY x PUMA em 2023

Após um hiato iniciado em 2018, Rihanna e Puma retomaram a parceria em 2023 com o lançamento do Avanti, modelo inspirado em chuteiras clássicas de futebol e no arquivo esportivo da marca. O tênis apostava em uma estética alinhada à tendência do footballcore, que dominou a moda nos últimos anos e misturou couro vintage, sola gum e silhueta slim inspirada no futebol europeu.

Apesar da forte expectativa, o retorno não alcançou o mesmo impacto cultural da primeira fase da parceria.

Parte disso aconteceu porque o mercado mudou drasticamente desde o auge da FENTY x PUMA. Em 2015, o universo sneaker feminino ainda era pouco explorado pelas grandes marcas. Hoje, praticamente todas disputam espaço nesse segmento com collabs, arquivos retrô e estratégias voltadas à geração Z.

Além disso, o consumo se tornou muito mais acelerado. Tendências nascem e desaparecem em velocidade recorde, dificultando a criação de fenômenos duradouros como o Creeper.

Rihanna continua sendo potência fashion

Mesmo com o possível fim da parceria, Rihanna segue como uma das figuras mais influentes da moda contemporânea. Recentemente, a artista foi vista usando modelos da Nike e da collab Jacquemus x Nike e aumentou os rumores sobre o encerramento do contrato com a Puma.

A movimentação reforça algo importante: hoje, a imagem cultural de uma celebridade vale tanto quanto o produto em si. E poucas artistas possuem um impacto tão imediato sobre consumo quanto Rihanna.

Os impactos para a Puma

A possível saída de Rihanna representa um desafio estratégico para a Puma. Nos últimos anos, a marca apostou fortemente em colaborações culturais para competir no mercado fashion esportivo, trabalhando também com nomes como A$AP Rocky, Dua Lipa e Skepta.

Mas a FENTY x PUMA tinha um peso simbólico diferente: foi uma das primeiras grandes collabs capazes de unir música, luxo e sportswear em escala global.

O legado da FENTY x PUMA

Mesmo que o contrato realmente chegue ao fim, o impacto da parceria já está consolidado na história da moda. Rihanna ajudou a redefinir o sneaker feminino, aproximou o sportswear do luxo e abriu espaço para uma nova geração de colaborações lideradas por artistas.

E isso deve ser o maior legado da FENTY x PUMA: ter mostrado que tênis também podem ser ferramentas de narrativa cultural.

O possível encerramento da parceria entre Rihanna e Puma simboliza mais do que uma mudança contratual, mas também o fim de um dos capítulos mais importantes da moda esportiva da última década. E reforça uma verdade que a indústria aprendeu com Rihanna: no mercado contemporâneo, influência cultural vale tanto quanto design.

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TAGS:

fashion

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