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Chanel abre o segundo dia da Alta-Costura com um conto de fadas contemporâneo

8 de julho de 2026

#Desfiles

By: Redação

A Chanel foi responsável por abrir o segundo dia da Semana de Alta-Costura de Paris Outono/Inverno 2027 e apresentou uma coleção que reafirma a essência da maison enquanto aponta novos caminhos sob a direção criativa de Matthieu Blazy. Em uma apresentação realizada no Grand Palais, o estilista transformou o universo dos contos de fadas em uma narrativa sofisticada, onde romantismo, artesanato e herança se encontraram em uma interpretação contemporânea da alta-costura.

O desfile marcou mais um passo importante na trajetória de Blazy à frente da Chanel. Conhecido por seu olhar refinado sobre materiais e construção de peças, o diretor criativo manteve os códigos históricos da maison, mas trouxe uma atmosfera mais lúdica, inspirada em histórias clássicas e na relação entre fantasia e elegância.

Um guarda-roupa inspirado nos contos de fadas

Foto : Geoffroy Van Der Hasselt / AFP / CP.

A coleção apresentou vestidos de silhuetas fluidas, capas dramáticas, bordados delicados e volumes que remetiam ao imaginário dos contos infantis. Laços, plumas, rendas e aplicações florais surgiram ao lado do tradicional tweed da Chanel, reinterpretado em versões mais leves e femininas.

Os looks exploravam uma cartela de tons suaves, intercalada por preto, dourado e nuances metálicas, criando um equilíbrio entre delicadeza e imponência. Em vez de reproduzir figurinos literais de princesas, Blazy utilizou elementos simbólicos para construir uma fantasia sofisticada e atual.

O legado de Gabrielle Chanel reinterpretado

Apesar da atmosfera onírica, a coleção permaneceu fiel aos pilares da maison. O tweed apareceu em conjuntos de alfaiataria, enquanto pérolas, camélias, laços e bordados reforçaram o vocabulário visual criado por Gabrielle Chanel há mais de um século.

A proposta demonstra uma tendência observada nas principais maisons de luxo: revisitar o próprio arquivo sem recorrer à nostalgia. Em vez de reproduzir o passado, a Chanel reinterpretou seus códigos para dialogar com uma nova geração de consumidores que valoriza tradição, mas também inovação.

A alta-costura volta a celebrar o romantismo

Depois de temporadas marcadas por referências futuristas, experimentações tecnológicas e construções escultóricas, a Chanel sinaliza o retorno de uma estética mais romântica.

Babados, transparências, bordados delicados e silhuetas suaves aparecem como contraponto ao minimalismo que dominou parte das últimas temporadas. O movimento acompanha uma tendência crescente da moda internacional, que resgata elementos históricos para construir um luxo mais emocional e artesanal.

O artesanato continua sendo protagonista

Como toda coleção de alta-costura, o trabalho manual foi um dos grandes destaques do desfile. Bordados minuciosos, aplicações tridimensionais e acabamentos desenvolvidos nos ateliês da maison reforçaram o papel da alta-costura como o espaço máximo da excelência artesanal.

Em uma indústria cada vez mais tecnológica, a Chanel mostrou que o luxo continua encontrando valor na precisão do trabalho humano, transformando cada peça em uma obra de arte produzida sob medida.

Uma abertura que dita o tom da temporada

Ao abrir o segundo dia da Semana de Alta-Costura, a Chanel reafirmou que a fantasia continua sendo uma poderosa ferramenta criativa. Sem abandonar sua identidade clássica, Matthieu Blazy apresentou uma coleção que une memória, delicadeza e contemporaneidade, mostrando que a alta-costura ainda é capaz de emocionar por meio da narrativa, da técnica e da imaginação.

Em uma temporada marcada por experimentação e grandes estreias, a maison francesa lembrou que tradição e inovação não são conceitos opostos, mas complementares quando conduzidos por uma visão criativa consistente.

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