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O ranking das marcas de luxo mais desejadas: Prada volta ao topo

28 de outubro de 2026

#Destaque

By: Redação

A Lyst, a plataforma global de tecnologia e comércio eletrônico voltada para o mercado de moda, aponta como principal novidade do levantamento em 2026 o retorno da Prada à primeira posição, que a grife italiana não ocupava desde o quarto trimestre de 2023. Sob a direção criativa de Miuccia Prada e Raf Simons, a marca registrou um crescimento de 55% na demanda em relação ao trimestre anterior, impulsionada pelo interesse em suas coleções e pela repercussão de sua linguagem estética.

Foto: ©Launchmetrics/spotlight.

Mas a maison não é a única que aparece em destaque no ranking: Confira as marcas que mais tem feito sucesso no luxo:

Chanel é segunda colocada

A Chanel aparece na segunda posição, seguida pela Miu Miu, que ocupa o terceiro lugar. Gucci e Saint Laurent completam as cinco primeiras colocações. O resultado mantém algumas das maisons mais tradicionais no centro do desejo dos consumidores, mas também evidencia a competitividade de um mercado em que a relevância precisa ser constantemente renovada.

Celine sobe no ranking e estreia no top 10

Outro movimento importante é a ascensão da Celine, que avançou cinco posições e alcançou o décimo lugar, entrando pela primeira vez no grupo das dez marcas mais desejadas do índice. A colaboração com a Reebok, a coleção L’Été e a repercussão de seus desfiles contribuíram para ampliar o interesse pela grife. A demanda por sua linha masculina também cresceu 62% na comparação anual.

A parceria com a Reebok também se destacou no ranking de produtos: o tênis Celine x Reebok Freestyle Lo conquistou a terceira posição entre os itens mais desejados do trimestre. O desempenho reforça a força das colaborações quando elas aproximam universos distintos sem diluir a identidade das marcas envolvidas.

Bottega Veneta e Chloé também avançam no ranking

A Bottega Veneta também avançou, chegando ao 11º lugar, enquanto Chloé subiu para a nona posição. Os resultados mostram que o interesse pelo luxo não se concentra apenas nas grifes que tradicionalmente ocupam o topo: marcas com propostas estéticas bem definidas também encontram espaço para crescer.

Novas marcas que conquistam espaço

O levantamento também abre espaço para nomes que ampliam o repertório estético do luxo contemporâneo. A Dries Van Noten estreou na 16ª posição, com aumento de 27% na demanda em relação ao trimestre anterior. Conhecida pelo uso expressivo de cores, estampas e texturas, a marca representa uma vertente que contrasta com a estética minimalista frequentemente associada ao luxo discreto.

A Diesel voltou ao ranking na 18ª posição, enquanto a Khaite estreou em 20º lugar. No caso da Khaite, o interesse pelos jeans Danielle e a colaboração de óculos com a Oliver Peoples contribuíram para sua entrada na lista.

A diversidade entre as marcas que avançaram é reveladora: não existe uma única estética capaz de definir o desejo pelo luxo. Enquanto algumas grifes apostam em linhas limpas e peças clássicas, outras investem em estampas, ornamentação, referências históricas ou uma linguagem mais provocativa. O que aproxima essas propostas é a clareza de identidade.

Bolsas, tênis e acessórios dominam os produtos mais desejados

Além do ranking de marcas, a Lyst identificou os dez produtos que mais despertaram interesse no trimestre. Depois da bolsa Wish Pouch, da Prada, aparece a Trullo Flap, da COS, seguida pelo tênis Celine x Reebok Freestyle Lo. O quarto lugar ficou com o Vans Premium Authentic, enquanto a saia longa usada como cachecol, da Dries Van Noten, ocupa a quinta posição.

A seleção também inclui os óculos de sol Peak, de Phoebe Philo; a calça bloomer Forever Young, da Free People; a bolsa Rodeo, da Balenciaga; as sapatilhas da Chanel; e o relógio Tank, da Cartier. A presença do relógio da Cartier é especialmente significativa: o modelo foi o primeiro relógio a aparecer entre os dez produtos mais desejados do índice desde 2021.

O conjunto revela uma preferência por acessórios capazes de imprimir personalidade ao visual. Bolsas de formas maleáveis, calçados que recuperam referências de outras décadas e peças que combinam funcionalidade com um detalhe marcante aparecem entre os itens de maior destaque. Em vez de depender exclusivamente de roupas completas, o desejo por uma marca também se manifesta em produtos que funcionam como pontos de entrada para seu universo estético.

O que o ranking revela sobre o futuro do luxo?

O resultado do terceiro trimestre de 2026 aponta para uma mudança importante na maneira como as marcas constroem desejo. A visibilidade continua fundamental, mas já não basta gerar repercussão: as grifes precisam oferecer uma identidade reconhecível, capaz de se traduzir em coleções, acessórios, campanhas e experiências consistentes.

O retorno da Prada ao topo, a entrada da Celine entre as dez primeiras e a chegada de marcas como Dries Van Noten e Khaite ao índice mostram que diferentes linguagens podem conquistar o consumidor contemporâneo. O luxo não se resume a uma estética única, seja ela minimalista, maximalista ou clássica. O que importa é a capacidade de construir uma visão própria e transformá-la em produtos que despertem interesse.

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TAGS:

fashion

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