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Além do sorriso: a revolução silenciosa da higiene oral

7 de abril de 2026

#Uncategorized

By: Redação

Nos últimos anos, o autocuidado deixou de ser apenas um gesto essencial para se tornar um verdadeiro estilo de vida. O que antes se limitava ao básico bem executado agora se desdobra em camadas de experiência: o banho ganha status de ritual sensorial, o skincare evolui para um momento quase cerimonial, repleto de etapas, e o tempo dedicado a si mesmo passa a ser encarado como um investimento em bem-estar, saúde, beleza e autoestima.

Mas, em meio a essa sofisticação crescente, uma área permanece surpreendentemente minimalista: a higiene oral.
“As pessoas estão cada vez mais abertas a rotinas completas de autocuidado, mas isso não ocorre durante a higiene oral, que ainda se restringe ao básico quando, na verdade, também exige etapas complementares. Existe um descompasso entre a complexidade da cavidade oral e a simplicidade da rotina adotada pela maioria das pessoas. Apesar de uma escovação bem feita ser fundamental, sabemos hoje que esse cuidado, sozinho, não é suficiente para controlar totalmente o biofilme oral e prevenir doenças”, explica o cirurgião-dentista Dr. Hugo Lewgoy, doutor pela Universidade de São Paulo (USP) e consultor científico da Curaden Swiss.

Ir além na rotina de cuidados bucais não é apenas uma questão estética — é, sobretudo, um gesto de saúde integral.


“Além do surgimento de cáries, mau hálito e doenças periodontais devido a uma higiene oral inadequada, sabemos que gengivas inflamadas, infecções orais e problemas periodontais geram uma liberação de citocinas na corrente sanguínea que causam um processo inflamatório até mesmo em órgãos distantes, promovendo o desenvolvimento ou agravamento de problemas como diabetes, doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, aterosclerose e outras condições sistêmicas”, explica o especialista.

Nesse cenário, a higiene oral pede uma atualização à altura dos demais rituais de autocuidado.
“Assim como a pele demanda etapas diferentes para limpeza, tratamento e proteção, a saúde bucal também se beneficia de uma rotina que vá além do básico, incorporando cuidados específicos”, pontua.

Na prática, essa lacuna começa onde a escova tradicional não alcança.
“A região interdental concentra uma quantidade significativa de biofilme oral e é ponto de partida de grande parte das cáries e doenças das gengivas. Por isso, a limpeza interdental deve ser encarada como parte essencial da rotina, e não como um complemento opcional”, explica o cirurgião-dentista.
Ele acrescenta: “O ideal é realizar esse cuidado com escovas interdentais, como a Curaprox CPS Prime, que permitem a desorganização do biofilme oral em regiões totalmente inacessíveis pelo fio dental. Muitos dentes, especialmente os posteriores, possuem uma depressão de forma côncava na região interdental que apenas a escova interdental é capaz de higienizar.”

Outro passo que eleva a rotina é o uso do enxaguatório bucal — um verdadeiro aliado na manutenção do equilíbrio da microbiota oral. No entanto, a escolha da fórmula é determinante.
“O produto deve oferecer ação antibacteriana eficaz, mas, ao mesmo tempo, ser seguro para a mucosa oral, sem causar efeitos adversos a longo prazo. Para uso diário, são recomendadas opções sem clorexidina, comumente usada em enxaguatórios orais, mas responsável por efeitos colaterais como pigmentação do esmalte dental e alterações do paladar a longo prazo”, explica.

Além disso, a fórmula ideal também evita álcool e lauril sulfato de sódio (SLS). Nesse contexto, destaca-se o PerioPlus Zero, da Curaprox, que aposta no Citrox® como alternativa à clorexidina.
“O Citrox® é composto por bioflavonóides naturais com efeito antisséptico, antifúngico e antiviral, ajudando a reduzir o biofilme e equilibrar a saúde oral sem prejudicar os dentes. Por isso, pode ser utilizado a curto ou longo prazo”, detalha o Dr. Hugo Lewgoy.

A língua, muitas vezes negligenciada, também merece protagonismo nesse ritual. Sua higienização é essencial para prevenir o mau hálito e o acúmulo de microrganismos.
“Na língua, existem fissuras e irregularidades que exigem cerdas mais rígidas para higiene correta. A escova também deve ter um perfil baixo, para não provocar ânsia, e ter uma superfície circular que se adapte à forma da língua sem provocar desconfortos”, explica o especialista.

Entre as indicações, estão a escova TUNG Brush e o TUNG Gel.
“A ação mecânica das cerdas da escova, somada às substâncias ativas do gel, inibem a formação desses gases de odor desagradável”, detalha.

Até mesmo a escolha do creme dental entra nessa nova era do autocuidado consciente. Fórmulas mais modernas vão além da limpeza e passam a respeitar o delicado equilíbrio da microbiota oral.
“Hoje entendemos que não se trata apenas de remover bactérias, mas de manter um ambiente oral equilibrado”, afirma o Dr. Hugo.

Nesse contexto, produtos com enzimas lácteas, como o creme dental Enzycal, da Curaprox, ganham destaque. Além da ação antibacteriana, eles estimulam a produção de saliva, reforçando a proteção natural da boca.
“Outro ponto para se atentar é sobre a presença de Lauril Sulfato de Sódio (LSS), um tipo de detergente que provoca espuma, mas favorece o ressecamento da mucosa oral e prejudica o equilíbrio da microbiota, além de predispor ao surgimento de aftas e irritações”, alerta.

Por fim, o especialista reforça: mais do que tendência, a evolução da higiene oral é uma necessidade.
“Na saúde bucal, ir além da escovação convencional não é opcional. Essas outras etapas são fundamentais para o controle adequado do biofilme oral e para a prevenção de doenças. Limitar a higiene oral ao básico pode significar negligenciar uma dimensão essencial da saúde do organismo como um todo”, afirma.

Em outras palavras, não se trata de sofisticar por luxo, mas de refinar com propósito.
“Assim como já acontece com outros aspectos do autocuidado, a incorporação de etapas complementares deve deixar de ser um diferencial e passar a fazer parte de um cuidado consistente, contínuo e baseado em evidência”, finaliza.

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