O cinema e a moda estão intrinsecamente ligados e em 2025 essa conexão ganhou um novo capítulo com o lançamento de Couture, filme protagonizado por Angelina Jolie e ambientado no coração da Semana de Moda de Paris. A produção dirigida pela francesa Alice Winocour explora o universo da alta-costura através das histórias entrelaçadas de três mulheres em meio ao frenesi dos desfiles e bastidores da moda parisiense.
Moda como narrativa cinematográfica
Mais do que um drama, Couture é um retrato sensorial da indústria da moda, com cenários reais de Paris e referências ao ritmo intenso das grandes semanas de moda. A trama acompanha uma diretora de cinema, uma modelo sul-sudanesa e uma maquiadora francesa enquanto suas vidas colidem e se transformam em meio às exigências e encantos da alta costura. Essa escolha de ambientação coloca a moda no centro da narrativa, exibindo o processo criativo, a complexidade dos bastidores e a própria estética dos ateliers e desfiles.
Reforçando a reverência pela alta costura
Ao escolher Paris Fashion Week como cenário e foco narrativo, Couture reforça a aura de exclusividade e reverência que circunda a alta costura, um território que, mesmo na ficção, influencia diretamente a percepção do público sobre o valor cultural e artístico da moda. A representação autêntica dos espaços e processo, incluindo filmagens em locais reais sem a utilização explícita de marcas, contribui para resgatar a magia por trás das peças feitas sob medida e da tradição do savoir-faire francês.
Impacto cultural e tendência em 2026
Filmes que mergulham no universo fashion, como os clássicos Prêt-à-Porter (1994), já mostraram como a moda pode ser narrada de forma crítica e divertida. Couture chega agora com uma perspectiva mais emocional e contemporânea, aproximando o público do processo criativo, dos desafios pessoais e da solidariedade que permeia a vida dentro e fora das passarelas. Essa aproximação pode inspirar tendências de moda que valorizam o artesanal, o gestual humano e a narrativa pessoal por trás das peças, reforçando uma moda mais consciente, íntima e com significado, que tende a influenciar coleções, editoriais e conversas de estilo em 2026.
Além disso, a visibilidade global de Angelina Jolie, atriz com forte presença no imaginário fashion, somada à ambientação em eventos reais de moda, pode impulsionar ainda mais o fascínio do público pela alta costura e seus códigos estéticos, incentivando um renascimento de interesse pelo artesanato, riqueza de detalhes e tradição costureira nas coleções das marcas e na cultura fashion em geral.
Em tempo: embora sua estreia nos cinemas ainda esteja sendo planejada, Couture já percorreu festivais importantes e movimentou o debate sobre moda, representação e cinema, um sinal de que, em 2026, o impacto da produção vai ressoar além das telonas e diretamente no vestuário, nas narrativas de campanha e nas aspirações estéticas da próxima temporada.