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Dia Internacional da Beleza: 5 desfiles que transformaram a beleza em arte

9 de setembro de 2026

#Beleza

By: Redação

No Dia Internacional da Beleza, celebrado em 9 de setembro, vale lembrar que, na moda, beleza nunca foi apenas sinônimo de perfeição. Nas passarelas, maquiagem, cabelo, unhas e acessórios também funcionam como ferramentas de narrativa, capazes de transformar modelos em personagens e criar imagens que permanecem na memória muito depois do fim de um desfile.

Ao longo das últimas décadas, alguns momentos se tornaram verdadeiros marcos por desafiarem a ideia convencional de beleza. De rostos completamente transformados a peles quase sobrenaturais, esses trabalhos aproximaram a moda da arte e ajudaram a mostrar que beleza também pode ser estranha, exagerada, conceitual e provocadora.

1. Dior Haute Couture Primavera 2004: o ouro de Pat McGrath

Foto: Erin O connor. Vogue Runway.

Um dos maiores exemplos de maquiagem transformada em espetáculo aconteceu no desfile de Christian Dior Haute Couture Primavera 2004. Sob a direção de John Galliano, Pat McGrath criou uma beleza inspirada no Egito Antigo, transformando as modelos em verdadeiras deusas douradas.

Pálpebras cobertas por pigmentos metálicos, cílios dourados, cristais, pedrarias e detalhes que avançavam pelo rosto fizeram da maquiagem parte essencial da coleção. O trabalho ficou conhecido como um dos grandes momentos de McGrath e ajudou a consolidar a ideia de que a maquiagem poderia ter o mesmo peso narrativo que a roupa.

2. Alexander McQueen Primavera/Verão 2010: criaturas de outro mundo

Foto: Vogue Runway.

Em “Plato’s Atlantis”, Alexander McQueen levou a passarela para um futuro quase extraterrestre. As modelos surgiam com pele perolada, maçãs do rosto angulares e cabelos esculturais que lembravam barbatanas.

O resultado era tão transformador que as modelos pareciam deixar de ser reconhecíveis. Para a maquiadora Hannah Murray, aquele foi um dos grandes exemplos de como McQueen, Guido Palau e Peter Philips conseguiram transportar o público para um universo completamente diferente.

3. Dior Haute Couture Primavera 2006: a era das perucas platinadas

Foto: Elena. Vogue Runway.

No desfile de Haute Couture Primavera 2006 da Dior, a transformação aconteceu principalmente através dos cabelos. O hairstylist Orlando Pita criou cerca de 80 perucas loiras platinadas especialmente para a apresentação, em colaboração com Pat McGrath.

O resultado era propositalmente artificial e teatral. As modelos ficaram praticamente irreconhecíveis, criando uma imagem uniforme que fazia com que a beleza funcionasse como extensão da coleção. Pita descreveu o momento como um dos trabalhos mais transformadores de sua carreira.

4. Alexander McQueen Outono/Inverno 2009: quando o grotesco virou beleza

Foto: Victor Virgile. Vogue Runway.

Se existe uma marca que conseguiu questionar radicalmente os padrões tradicionais de beleza, é a de Alexander McQueen. No desfile de Outono/Inverno 2009, a maquiagem criada por Peter Philips apostou em rostos extremamente pálidos, sobrancelhas descoloridas e lábios grandes e brilhantes, quase como uma caricatura.

A escolha dialogava com a própria visão de McQueen sobre o belo e o grotesco. Em vez de esconder aquilo que poderia ser considerado estranho, o designer colocou o desconforto no centro da passarela.

5. Maison Margiela Haute Couture Primavera 2024: a pele de vidro

Foto Pat McGrath Labs.

Mais recentemente, a beleza voltou a quebrar a internet com o desfile de Maison Margiela Haute Couture Primavera 2024. Para a apresentação, Pat McGrath criou uma pele extremamente brilhante e translúcida, que ficou conhecida como “glass skin”.

Com aspecto quase de boneca de porcelana, a maquiagem transformava completamente a aparência das modelos e criava uma espécie de ilusão de pele artificial. O efeito rapidamente ultrapassou os limites da passarela e se tornou um dos fenômenos de beleza mais comentados daquele ano.

Beleza que permanece

Esses cinco momentos têm algo em comum: nenhum deles buscou simplesmente deixar as modelos “mais bonitas”. Pelo contrário. Eles transformaram a beleza em linguagem.

O dourado de Dior criou personagens, McQueen construiu criaturas, as perucas platinadas alteraram identidades e a pele de vidro transformou maquiagem em ilusão. É a capacidade de ultrapassar o convencional que faz da beleza de passarela uma parte tão importante da história da moda.

E essa é a melhor maneira de celebrar o 9 de setembro: lembrar que beleza não precisa significar seguir padrões. Na moda, ela também pode significar imaginar, provocar, transformar e criar novas formas de olhar para nós mesmos.

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TAGS:

beleza

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