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            @raissazogbi

Por Raíssa Zogbi
Na corrida para vencer a pandemia, seja com medicamentos eficazes ou com a tão aguardada vacina, a moda entra em cena para mostrar que também pode contribuir. Os inúmeros esforços de cientistas, estilistas, engenheiros, entre outros muitos profissionais, resultaram na criação de um tecido antiviral. A sacada foi da Dalila Têxtil, empresa catarinense que trabalha há anos com renomadas marcas nacionais e tecidos com apelo ecológico, como desfibrados, pet, algodão natural entre outros, que desenvolveu uma tecnologia contra vírus envelopados e não envelopados. De acordo com a coordenadora da área de produto, Letícia de Araújo, eles já utilizavam os íons de prata em outros acabamentos como o antimicrobiano e com a chegada da pandemia, testaram a tecnologia contra o coronavírus. “Enxergamos uma possibilidade de criar algo que conseguíssemos ajudar o momento e fomos em busca de parceiros e laboratórios para chegar neste resultado”, conta. Entenda como funciona o acabamento, que já foi testado de acordo com as normativas científicas reconhecidas internacionalmente, como a AATCC 100 (antibacteriana) e ISO18184 (antiviral).

Proteção

O tecido antiviral promete ser eficaz contra os vírus envelopados, caso do coronavírus, herpesvírus e influenza, e não envelopados, como o adenovírus humanos, norovírus e enterovírus. “Temos uma malha que protege 99,9% dos vírus envelopados, em que o coronavírus se enquadra e garantimos mais de 20 lavagens com a proteção”, explica Letícia.

Como funciona?

De acordo com a profissional, existem duas etapas de ação do tecido. “O primeiro passo consiste na ação física, em que há a aplicação de um estabilizante natural de origem brasileira, que rompe a membrana bilipídica do vírus (camada de gordura). Depois, realizamos a ação química, com aplicação de  íons de prata que atacam o vírus, inativando o mesmo da malha”. O resultado é uma menor capacidade infecciosa nas células, o que contribui para a diminuição nos casos. Além disso, a formulação do produto é baseada em química verde, com estabilizante natural de origem brasileira.

Caimento

Quando se pensa em um tecido antiviral, o que vem à mente é algo completamente tecnológico, que foge aos conceitos conhecidos atualmente. Mas, a verdade é que ele poder ser aplicado em qualquer base, possibilitando diversos tipos de malha para criação de peças que vão além das máscaras de proteção.“ Iniciamos o projeto com aplicação nas malhas 100% algodão fio 30/1 , 40/1 e cotton, mas desenvolvemos especiais conforme a necessidade”, lembra Letícia.

Custos

A coordenadora de produto alerta que o tecido chegará de forma acessível “É muito acessível, principalmente quando o produto chega na ponta. A malha fica um pouco mais cara devido a aplicação do produto, mas acreditamos que acrescentará em torno de 10% em uma peça pronta”, salienta. No site da Dalila, a máscara com dupla camada antiviral está à venda por R$12,00 a unidade.

Outras iniciativas

mALWEE
MALWEE

A marca brasileira Malwee também já oferece modelos de máscaras com tecido antiviral da tecnologia HeiQ Viroblock desenvolvida pela CHT, aprovada com eficiência em laboratório contra o SARS-CoV-2. Os testes conduzidos pela empresa de inovação têxtil suíça HeiQ ao lado do instituto Peter Doherty para Infecção e Imunidade em Melbourne, Austrália (Instituto Doherty), mostraram que o tecido tratado apresentou uma ação antiviral muito rápida contra a cepa viral SARS-CoV-2. Compostas com tripla ação, sendo as duas primeira contra gotículas externas e a terceira com a tecnologia que também envolve íons de prata e a química lipossomal que dura mais de 30 lavagens. As máscaras estão disponíveis no e-coomerce da marca (R$29,99 o kit com duas) sendo 10% do valor das vendas da linha doados para instituições que ajudam crianças em situação de insegurança alimentar.

 

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