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Hermès apresenta o segundo capítulo do Inverno 2026 e reafirma o luxo silencioso como sua maior assinatura

8 de junho de 2026

#Desfiles

By: Redação

Enquanto grande parte da indústria da moda busca impacto imediato e tendências virais, a Hermès segue um caminho próprio. Na última quinta-feira, a maison francesa apresentou o segundo capítulo de sua coleção de Inverno 2026 e aprofundou a narrativa iniciada na temporada anterior, reforçando os códigos que transformaram a marca em uma das maiores referências de sofisticação contemporânea.

Sob a direção criativa de Nadège Vanhee-Cybulski, o desfile explorou o equilíbrio entre estrutura e fluidez, combinando alfaiataria precisa com vestidos drapeados, construções suaves e tecidos que se movem com naturalidade pelo corpo. A coleção foi pensada como uma continuação da história apresentada anteriormente com a ideia de uma feminilidade multifacetada e em constante transformação.

O luxo do movimento

Um dos grandes destaques da apresentação foi o contraste entre materiais. Couro, elemento histórico da Hermès, apareceu ao lado de seda, cetim e veludo e criou um diálogo entre rigidez e leveza. A proposta não era construir uma mulher estática, mas uma silhueta em movimento, capaz de transitar entre diferentes momentos e expressões de feminilidade.

As modelagens exploraram volumes controlados, drapeados estratégicos e peças que revelavam a excelência artesanal da maison sem recorrer a excessos visuais.

A cartela de cores foi dominada por tons profundos, especialmente o azul-noite, que serviu como base para a coleção. A tonalidade apareceu em casacos, vestidos e conjuntos de alfaiataria, criando uma atmosfera elegante e quase cinematográfica. Em contraste, joias e detalhes luminosos surgiram como pontos de brilho, iluminando os looks sem romper a sobriedade característica da marca.

Um cenário entre realidade e imaginação

Apresentada durante o pôr do sol em Los Angeles, a coleção ganhou uma dimensão quase teatral. O espaço foi iluminado por luzes neon e tons dourados da chamada golden hour, criando uma paisagem que dissolvia os limites entre palco e ambiente natural. Segundo a própria Hermès, a proposta era posicionar as modelos em um espaço entre ensaio e representação, realidade e imaginação.

O cenário reforçou a atmosfera contemplativa da coleção e dialogou com a ideia de transformação constante presente nas roupas.

A moda após a era do excesso

Mais do que apresentar novas peças, o desfile reforçou um movimento que vem definindo a moda de luxo nos últimos anos: a valorização da construção impecável acima do espetáculo. Em um momento em que muitas marcas disputam atenção por meio de narrativas grandiosas, a Hermès aposta naquilo que faz desde o princípio: materiais extraordinários, artesanato refinado e design atemporal.

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fashion

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