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Le Bon Marché transforma arte, memória e moda em uma experiência sensorial com Song Dong

10 de fevereiro de 2026

#Colunas

By: Redação

Por Karmita Medeiros, concierge de eventos em Paris

Paris sempre foi um lugar onde moda e arte se encontram, e mais uma vez, o endereço mais elegante da Rive Gauche, Le Bon Marché, prova isso com a sua 11ª edição artística: a exposição “Objets divers et variés – 百货 (bǎihuò)”, assinada pelo renomado artista contemporâneo chinês Song Dong.

Quando um grand magasin vira galeria de arte viva

De 10 de janeiro até 22 de fevereiro de 2026, o histórico departamento de Paris se transforma em palco de uma instalação monumental e gratuita, que convida visitantes e fashionistas a repensar o valor dos objetos cotidianos e sua relação com a memória pessoal e coletiva. Song Dong, figura de destaque na arte conceitual contemporânea, foi convidado a reinterpretar os espaços do Bon Marché, desde as vitrines nas ruas de Sèvres, du Bac e de Babylone, até o coração do segundo andar e o restaurante Primo Piano.

Uma narrativa visual entre vitrines, reflexos e histórias

O que torna essa exposição singular é o modo como objetos aparentemente banais, peças pessoais, lembranças antigas, itens do dia a dia, são ressignificados como arte viva. Song Dong transformou 21 vitrines em cenários curiosos e poéticos, misturando objetos de sua própria coleção com peças emprestadas por clientes e colaboradores do Bon Marché, cada uma acompanhada por uma história que revela sua importância sentimental.

Sob as claraboias históricas do Le Bon Marché, duas grandes instalações suspensas, lustres construídos com anéis de aço e garrafas iluminadas — criam um diálogo entre o passado do espaço arquitetônico e o presente artístico, evocando o surrealismo e a memória cultural ocidental. Já no segundo andar, o visitante encontra um hall de espelhos imersivo e estruturas feitas de portas e janelas coloridas, todas iluminadas por centenas de lâmpadas coletadas pelo próprio artista.

Do cotidiano à monumentalidade

Mais do que uma simples mostra, “Objets divers et variés” é uma reflexão poética sobre como coisas simples carregam histórias inesquecíveis. Um par de sapatos, uma garrafa de bebida compartilhada, um pequeno objeto decorativo, todos ganham nova vida instigando o visitante a refletir sobre sua própria história.

Além do visual: experiências participativas

Em paralelo à exposição principal, Song Dong também propõe uma performance gastronômica na Grande Épicerie de Paris, intitulada “EATING THE CITY: EVERY DAY IS TOMORROW”, onde cria, por alguns dias, uma cidade feita de doces, biscoitos e chocolates, convidando o público a observar e depois saborear essa obra efêmera, em uma experiência crítica e deliciosa sobre consumo, criação e destruição.

Moda, arte e memória se encontram no Bon Marché

Le Bon Marché é mais do que um endereço de compras de luxo, é um vivário de cultura, estética e história. Nesta temporada de inverno, a presença de Song Dong reafirma a importância da moda parisiense não apenas como tendência, mas como um espaço que abre suas vitrines e corredores para a arte contemporânea, convidando visitantes do mundo todo a se conectar com narrativas visuais profundas e sensoriais.

Visitar essa exposição é, portanto, muito mais do que ver objetos: é caminhar por memórias transformadas em discurso artístico, uma jornada entre a moda, a vida cotidiana e a arte que enriquece Paris neste início de 2026.

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fashion

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