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Met Gala 2026: “Moda e Arte” e o eco criativo no desfile de Viktor & Rolf

24 de fevereiro de 2026

#Desfiles

By: Redação

Desde o dia de ontem, 22, quando o tema do Met Gala 2026 foi anunciado, o evento já tem gerado expectativas no universo da moda e da cultura com o tema “Moda e Arte”, proposto pelo Metropolitan Museum of Art de Nova York para sua maior noite anual de celebridades, cultura e estilo. Mais do que um evento social, o Met Gala se consolidou como uma plataforma para discutir o diálogo entre roupa e expressão artística, convidando convidados a pensar o vestir como forma de arte performática e simbólica. Além de uma oportunidade para as marcas mostrarem suas produções mais criativas, o red carpet também é um reforço dos movimentos e tendências da moda ao redor do mundo que marcam determinado período. Mas o que este tema revela sobre 2026?

O Met Gala e o conceito de moda como arte visual

O conceito desta edição amplia o olhar para uma moda que ultrapassa o pragmatismo do vestir cotidiano e mergulha nas interseções entre estética, narrativa e significado cultural: um convite para que designers, artistas e participantes explorem como suas criações conversam com movimentos artísticos, iconografias e linguagens visuais que ultrapassam o tempo e o espaço.

Ao definir “Moda e Arte” como tema, o Met Gala 2026 coloca lado a lado peças que poderiam estar tanto em uma galeria quanto em uma passarela. A noite promete looks que não só causam impacto visual, mas que possuem camadas de significado narrativo, simbólico e cultural.

Viktor & Rolf e a moda como performance

Foto: Getty Images.

Esse mesmo espírito criativo, que transforma roupa em arte experiencial, foi identificado em diversas passarelas, mas uma em específico marcou a atual geração ao apresentar quadros que se transformavam lentamente em vestidos no corpo das modelos: a dupla Viktor & Rolf, durante a Semana de Alta-Costura Autumn/Winter 2015/2016 apresentou este conceito em sua coleção “Wereable Art”, que marcou a última era como um dos desfiles mais impactantes da maison.

A coleção exibida pelos designers reflete esse diálogo entre moda e arte: silhuetas exageradas, manipulações de tecido que evocam formas surrealistas e uma dramaturgia visual que remete tanto à performance quanto à escultura. Esses elementos fazem com que os looks funcionem em contextos de museu tanto quanto em passarelas, exatamente o tipo de narrativa estética que o Met Gala 2026 convida a explorar.

Convergências estéticas: passarela e gala

Mas por que este tema volta quase 10 anos depois desse desfile marcante? Ao relacionar o tema do Met Gala com a linguagem de Viktor & Rolf, há uma tendência mais ampla no fashion system: a moda como campo de investigação estética e simbólica, onde o formato de roupa deixa de ser apenas funcional para se tornar manifesto visual e cultural. Em um ano em que tudo deve ser feito com um propósito para gerações que estão cansadas do superficial em constantes aparições voláteis em redes sociais, o tema faz mais sentido do que nunca e usa do red carpet para trazer seu significado.

No tapete vermelho, isso deve se traduzir em looks que mesclam história da arte, referências visuais ousadas e interpretações criativas de tradição e inovação. Do surreal ao clássico reinterpretado, do figurativo ao abstrato, a estética “Moda e Arte” deve inspirar participações que sejam não apenas roupas, mas declarações visuais que conectam identidade, cultura e forma.

Com a revelação do tema do Met Gala 2026, fica claro que essa conversa entre moda e arte já está sendo escrita nas passarelas, e no tapete vermelho do evento mais esperto do calendário fashion.

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