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Miranda Priestly não é mais a mesma. E isso explica a nova liderança

20 de maio de 2026

#Colunas

By: Redação

Quando estreou em 2006, O Diabo Veste Prada transformou Miranda Priestly em símbolo de uma liderança marcada por rigor e pressão constante, reflexo de um mercado que premiava resistência e alta performance a qualquer custo.

Quase duas décadas depois, a continuação revisita essa figura em um cenário mais dinâmico, em que a exigência permanece, mas a forma de liderar evolui para incluir estratégia, relações e consciência sobre o impacto nas equipes.

Contém spoiler. Se você já viu o filme ou não liga para spoiler, vale seguir com a leitura.

Ao assistir ao novo longa, a empresária Tatiana Marzullo, fundadora da Agência A+ e criadora do Programa Salto Alto, analisou a trajetória da personagem sob a ótica do mercado atual, especialmente no contexto da liderança feminina. Junto com sua equipe lidera, desde 2018, grupos de empresários e executivos em imersões de liderança e de excelência em atendimento ao cliente, com objetivo de gerar uma experiência transformadora nas organizações.

Em 2014, participou de uma imersão com o Disney Institute e, desde então, sua empresa sofreu grande reformulação, incluindo redefinição de propósito e de valores, que passaram a nortear a estratégia de atuação da empresa internamente e externamente. As mudanças foram tão significativas que a agência, naquele ano, cresceu 40% em seu faturamento.
As mudanças foram tão significativas que a agência, naquele ano, cresceu 40% em seu faturamento.

A partir dessa imersão, a empresária decidiu ampliar sua atuação no mercado com a abertura da A+BI (A+ Business Institute), com o propósito de levar empresários e líderes, como ela, para viverem essa mesma experiência.

Quando o líder assume a crise, e não transfere a pressão.

Um dos momentos mais marcantes de O Diabo Veste Prada 2 ocorre quando a revista Runway enfrenta uma crise editorial que ameaça sua reputação. Desta vez, Miranda Priestly abandona a postura reativa do passado e assume o controle da situação, organizando a resposta e conduzindo o time com clareza.

Para Tatiana Marzullo, a mudança revela uma liderança mais consciente do próprio impacto. “Existe uma diferença entre cobrar e sustentar decisões. Liderar também é proteger o time em momentos críticos e assumir responsabilidades com maturidade”, afirma.

Reconhecimento como estratégia, não como gentileza.

Em O Diabo Veste Prada 2, o reconhecimento deixa de ser pontual e passa a ser ferramenta de gestão. Personagens antes nos bastidores ganham protagonismo, como Nigel Kipling, que assume espaço a partir de uma validação direta da liderança.

Para Tatiana Marzullo, o impacto vai além da performance. “O reconhecimento genuíno fortalece a confiança e potencializa resultados, especialmente entre mulheres, que muitas vezes foram ensinadas a duvidar do próprio potencial”, afirma.

Quem não se posiciona, fica para trás.

A narrativa do filme reforça um ponto central do mercado atual: competência sem posicionamento perde espaço. Ao longo da trama, fica evidente que quem comunica objetivos, limites e ambições tende a ganhar protagonismo.

Não basta executar bem. É preciso dar visibilidade ao próprio trabalho e deixar claro onde se quer chegar.

Para Tatiana Marzullo, autonomia e comunicação caminham juntas. “O líder precisa abrir espaço, mas o profissional também precisa ocupá-lo. Quem não se posiciona pode acabar invisibilizado. Nos Estados Unidos, aprendi que feedback é um presente. Clareza e sinceridade não são grosseria, são ferramentas de desenvolvimento. Quando há esse espaço, as relações se tornam mais maduras e produtivas”, afirma.

Se adaptar deixou de ser diferencial e virou necessidade.

As mudanças constantes no enredo refletem um mercado em transformação. Relações, estruturas e caminhos se alteram ao longo da narrativa, exigindo dos personagens uma capacidade contínua de adaptação.

Para Tatiana, esse é um dos pontos mais conectados com a realidade atual. “Por muito tempo, estabilidade foi vista como sinônimo de sucesso. Hoje, a capacidade de se reinventar é o que sustenta uma carreira no longo prazo”, analisa.

Recomeçar também faz parte do sucesso.

A trajetória de Andy Sachs no segundo filme ganha contornos mais realistas. No auge da carreira, no mesmo dia em que é premiada, ela é desligada em meio a uma reestruturação, uma virada que expõe a fragilidade da estabilidade no mercado atual.

“Nem sempre esforço e reconhecimento garantem segurança. Por isso, é essencial ter uma visão estratégica da própria carreira”, analisa Tatiana.

Para ela, recomeçar faz parte do processo. “Rever caminhos amplia repertório e traz mais clareza sobre o que realmente importa.”

Se Andy representa a instabilidade, Miranda Priestly sinaliza uma evolução na liderança. Mantém a exigência, mas com mais consciência sobre impacto e relações. “Ela não ficou mais branda, ficou mais estratégica. É o equilíbrio entre resultado e consciência”, resume Tatiana.

A leitura dialoga com o que a executiva observa no Programa Salto Alto, imersão internacional que reúne lideranças femininas em experiências com empresas como Disney Institute, Starbucks e Apple. “Há um movimento claro por ambientes mais conscientes, sem abrir mão da performance. O desafio hoje é equilibrar”, diz.

Tatiana Marzullo traz alguns pontos que observou sobre a nova fase do O Diabo Veste Prada e o que podemos aprender:

Responsabilidade não se delega.

Em momentos de crise, o líder assume a linha de frente e sustenta decisões.

Reconhecimento impulsiona performance

Valorizar talentos fortalece a confiança e eleva o nível de entrega.

Comunicação constrói carreira.

Competência precisa vir acompanhada de posicionamento.

Flexibilidade sustenta relevância.

Adaptabilidade deixou de ser diferencial e virou requisito.

Recomeços fazem parte do jogo.

Trajetórias não lineares são cada vez mais comuns.

Exigência e consciência caminham juntas.

Resultados importam, mas a forma de alcançá-los faz toda a diferença.

No fim, Miranda Priestly não perdeu força. Apenas atualizou sua forma de liderar, um movimento que espelha o que o mercado começa, enfim, a exigir.

Sobre o Programa Salto Alto

A próxima turma do Programa Salto Alto, imersão internacional de liderança feminina criada por Tatiana Marzullo, acontece em novembro de 2026, com viagem programada de 1 a 6 de novembro, nos Estados Unidos, e vagas limitadas. Tatiana reside no país, onde a Agência A+ também mantém operação além do Brasil, fortalecendo a conexão internacional do programa. Mais informações estão disponíveis no Instagram @programa_saltoalto.

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diabo veste prada

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