Por Edis Lima

               @beminparis

Paris celebra a reabertura progressiva de seus museus após três meses fechados desde o início da Pandemia. O Museu d’Orsay, dos mais frequentados, inclusive, pelos franceses, reabriu dia 23 de junho com uma retrospectiva do artista francês James Tissot (1836-1902), considerado um dos pioneiros da pintura moderna.

Tissot e o gosto pela moda

Jacques Joseph Tissot, nasce em 1836, na cidade de Nantes, interior da França. Filho de um comerciante de tecidos e de mãe modista, Tissot era fascinado pelo mundo da moda e foi um dos artistas que mais retratou a moda de seu tempo, onipresente em sua pintura, na qual detalha trajes masculinos e femininos, chapéus, acessórios e cenas de gênero da alta sociedade francesa e inglesa.

Tissot chega em Paris aos vinte anos, onde estuda no atelier de Flandrin e de Lamothe, discípulos de Ingres. O artista é influenciado por artistas alemães do final da Idade Média, Cranach, Dürer e Holbein, os Italianos do Quattrocento, Carpaccio e Bellini, e modernistas ingleses. James Tissot circula entre a Bélgica, a Alemanha, Suíça e Itália. Mas é na Inglaterra, onde Tissot encontra o grande amor de sua vida, Kathleen Newton.

Com a morte de Kathleenn, em novembro de 1882, Tissot retorna à Paris e reintegra a cena artística francesa com um ciclo de quinze pinturas sobre « A Mulher de Paris » (1883-1885). A moda parisiense vai se tornar o centro da tématica da pintura de Tissot. Nesse final de século XIX, a moda na França era estruturada pela Câmara sindical de Costura, Casas de confeccções e Modistas e já eram distribuída em grandes lojas de departamentos, como a Printemps, as Galerias Lafayetten e promovida nos jornais de moda.

Tissot faz da vestimenta um elemento essencial de suas composições. A primeira vista, são os trajes que atraem o olhar do espectador, pelo realismo, a beleza das cores, o refinamento de cada detalhe e através da roupa, o artista também comunica o status social do modelo.

Museu d’Orsay
Museu d’Orsay

A exposição James Tissot (1836-1902, l’ambigu moderne, fica no Museu d’Orsay até 13 de setembro de 2020.

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