A 83ª edição do Globo de Ouro reafirmou o papel do tapete vermelho como termômetro de tendências e antecipação de movimentos da moda feminina. Em meio a silhuetas marcantes, tecidos luxuosos e referências clássicas revisitadas, uma cor se destacou como protagonista absoluta da noite: o vermelho em sua versão mais profunda e sofisticada, o chamado cherry noir. Mais do que uma escolha pontual de styling, o tom surgiu como um sinal claro de que o vermelho segue firme como uma das cores-chave para 2026, agora reinterpretado sob uma lente mais madura, elegante e narrativa.
Cherry noir: a evolução do vermelho clássico
O cherry noir é uma variação intensa do vermelho cereja, com fundo escuro que flerta com o vinho e o bordô. Na prática, ele carrega a força simbólica do vermelho tradicional, paixão, poder, desejo e presença, mas acrescenta camadas de sofisticação, mistério e profundidade. É uma cor que se afasta do óbvio e dialoga diretamente com um momento em que a moda busca emoção, identidade e impacto visual sem abrir mão da elegância.
No contexto do Globo de Ouro, esse tom apareceu em vestidos de gala com drapeados, recortes estratégicos, tecidos acetinados e veludos, reforçando uma estética de glamour clássico com leitura contemporânea. O resultado foi um red carpet que equilibrou sensualidade e imponência, sem excessos.
O tapete vermelho como espelho do que vem por aí
Historicamente, premiações como o Globo de Ouro funcionam como uma vitrine antecipada das tendências que ganham força ao longo do ano. As escolhas cromáticas das atrizes e stylists costumam reverberar nas passarelas, nas coleções de prêt-à-porter e, posteriormente, no street style. Em 2026, esse movimento se torna ainda mais relevante diante de um cenário em que a moda valoriza narrativas visuais fortes e cores emocionalmente carregadas.
O destaque do cherry noir no evento não surge de forma isolada. Ele dialoga com relatórios de tendências que já apontavam o vermelho como uma das cores do ano, especialmente em suas versões mais densas e expressivas. O Globo de Ouro, nesse sentido, legitima e amplifica esse direcionamento.
Feminilidade, poder e presença em cena
Na moda feminina, o vermelho sempre ocupou um lugar simbólico de protagonismo. Em 2026, no entanto, ele retorna com uma leitura menos literal e mais estratégica. O tom cereja profundo representa uma mulher confiante, consciente de sua imagem e interessada em comunicar força sem abrir mão da sofisticação.
No red carpet, essa mensagem ficou clara: vestidos em cherry noir não pedem permissão para serem notados. Eles ocupam espaço, constroem narrativa e transformam quem os veste em centro da cena. Essa estética se alinha a um momento cultural em que a moda feminina assume discursos de autonomia, maturidade e expressão pessoal.
Do luxo ao cotidiano: a cor que deve dominar 2026
Embora tenha brilhado em produções de alta-costura e vestidos sob medida no Globo de Ouro, os tons de cereja e vermelho já começam a transitar para o universo comercial. Marcas de luxo e contemporâneas devem apostar na cor em alfaiataria, vestidos de festa, acessórios e até mesmo no casual sofisticado. Bolsas, sapatos e peças statement em cherry noir surgem como alternativas ao preto tradicional, oferecendo impacto visual com elegância.
Além disso, a popularidade do vermelho como cor do ano cria um terreno fértil para que suas variações ganhem protagonismo. O cereja profundo se destaca justamente por sua versatilidade: funciona tanto em looks noturnos quanto em produções diurnas mais refinadas, dependendo do tecido e da modelagem.
Um sinal claro de que o vermelho segue no topo
Ao eleger o cherry noir como um dos grandes destaques do tapete vermelho, o Globo de Ouro 2026 reforça uma mensagem clara para a indústria da moda: o vermelho continua sendo uma das cores mais relevantes do momento, agora reinterpretado com mais densidade, elegância e discurso estético.
Mais do que uma tendência passageira, o tom cereja profundo se consolida como símbolo de uma moda que valoriza emoção, presença e identidade. E tudo indica que, em 2026, essa cor seguirá dominando passarelas, eventos e guarda-roupas, sempre com a força de quem sabe exatamente o impacto que causa.