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Última chamada em Paris: o tesouro têxtil do Rei Sol ocupa o Grand Palais

5 de fevereiro de 2026

#Destaque

By: Redação

Diretamente de Paris, Edis Lima, fundadora de uma das principais referências em agência de turismo cultural, a Bem in Paris, visitou e faz uma última chamada para uma visita verdadeiramente histórica e estética. Entre 1º e 8 de fevereiro de 2026, o Grand Palais abre suas portas para um acontecimento sem precedentes: pela primeira vez, os tapetes monumentais encomendados por Luís XIV, o Rei Sol, às Manufactures Nacionais são exibidos juntos ao público. Um tesouro real que atravessou séculos para, enfim, ser revelado em sua plenitude.

Intitulada “Le Trésor Retrouvé du Roi-Soleil” (O Tesouro Redescoberto do Rei Sol), a exposição apresenta cerca de trinta tapetes monumentais sob a icônica nave de vidro do Grand Palais. Criadas entre 1668 e 1688 pela lendária Manufacture de la Savonnerie, essas obras-primas do artesanato francês, cada uma com mais de nove metros de largura, foram originalmente concebidas para revestir o piso da Grande Galerie do Louvre, um dos espaços arquitetônicos mais grandiosos da Europa do século XVII.

Os desenhos ficaram a cargo de Charles Le Brun, pintor oficial de Luís XIV e grande orquestrador da estética do reinado. O projeto previa um conjunto decorativo colossal, pensado para afirmar o poder, o refinamento e a ambição cultural da monarquia francesa. No entanto, como explica Edis, esse plano jamais se concretizou: os tapetes nunca foram instalados no Louvre e acabaram dispersos ao longo do tempo, atravessando revoluções, vendas e negociações diplomáticas.

O caráter excepcional da mostra está justamente nessa reunião inédita. Dos 92 tapetes originais, apenas 41 sobreviveram, e cerca de 30 deles chegam a Paris em estado notável de conservação. São fragmentos de um sonho absolutista que revelam não apenas a excelência técnica dos tecelões da Savonnerie, mas também a dimensão política e simbólica da arte no século XVII.

Organizada em colaboração com o Mobilier National e curada por especialistas franceses e internacionais, a exposição é uma imersão no esplendor do Antigo Regime. Mais do que objetos decorativos, os tapetes narram histórias de poder, mitologia e dinastia, traduzidas em lã, seda e ornamentos exuberantes: uma verdadeira alta-costura têxtil antes mesmo do conceito existir.

Visitar a exposição é, literalmente, caminhar sobre a história. As peças cobrem o piso do Grand Palais, e criam uma atmosfera de opulência silenciosa, onde memória e luz dialogam. A estrutura de vidro do edifício, por si só um ícone, funciona como moldura perfeita, permitindo que a luz natural revele texturas, cores e detalhes que permaneceram ocultos por séculos nos acervos museológicos.

Edis reforça o convite para vivenciar um dos encontros mais raros entre arte, design, moda e história já vistos em Paris. Uma experiência que conecta passado e presente e mostra como a visão estética de Luís XIV ainda ressoa, poderosa e inspiradora, na capital contemporânea do estilo.

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cultura

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