Publicidade

por Leonardo Fernandes*

Durante o Iguatemi Talks Fashion 2020, o editor executivo da revista EXAME Ivan PadillaWhatsApp Image 2020 10 16 at 12.37.34 ministrou um bate-papo entre empresários de grandes lojas e marcas brasileiras. Na ocasião, Padilla entrevistou Alexandre Birman (CEO da Arezzo), Sandra Chayo (diretora de marketing da Hope), Marcella Kanner (head de comunicação da Riachuelo), e a sócia da empresa de consultoria McKinsey, Fernanda Hoefel. Os profissionais discutiram sobre a administração de negócios na moda nacional, e os impactos que o setor sofreu em 2020.

Com o surgimento da pandemia neste ano, as empresas do mercado da moda precisaram analisar suas políticas de vendas e produção; e isto incluiu um novo balanço no uso de matérias-primas nas confecções, que entra no tópico de moda sustentável com o meio ambiente. De acordo com Marcella Kanner, a Riachuelo repensou de forma criativa as coleções da loja, e o processo de desenvolvimento das roupas sofreu uma inversão. “Vimos dentro das fábricas o que já tinha disponível, para depois produzir. Isso garante o preço, pois a matéria-prima já está lá, e colabora com a moda sustentável. Isso muda o mindset do que vai ser feito daqui para frente”, falou a comunicadora.

O consumidor está mais consciente, tanto com o meio ambiente quanto com o próprio dinheiro. No que diz respeito às lingeries da Hope, Sandra Chayo diz que a preocupação é dobrada: “Culturalmente, ainda mais no Brasil, uma roupa é doada; mas a lingerie não. Então para nós isso é uma questão, e a gente pensa em três pilares quando falamos em sustentabilidade: durabilidade das peças, o tecido (que atualmente é biodegradável), e a reciclagem”.

O reuso e doação das roupas é incentivado pelas marcas; com isto em mente, a Hope tem um projeto previsto para 2021 para que lojas se tornem hubs de coletas de peças usadas em bom estado, que serão devidamente higienizadas e doadas. Além disso, a marca passou a produzir máscaras por conta da pandemia, com os mesmos tecidos das peças de lingerie: uma forma de renovar as vendas, com a necessidade de utilidade no mercado.

Alexandre Birman também fala que a Arezzo está preocupada com a escassez de matérias-primas no setor, e com uma possível inflação em 2021: “nós estamos trabalhando muito com engenharia de produto, e para o ciclo do ano que vem é inevitável, de forma ampla, uma nova precificação; inclusive de salários. Isso não afetará tanto o consumo, mas as empresas sim”.

Fernanda Hoefel pontuou que a escolha das marcas em se ajustar ao meio ambiente se tornou extremamente importante. “Em relação à sustentabilidade, a nova geração é muito engajada nesta pauta. Nós fizemos pesquisas com os consumidores, e esta crise afetou as pessoas não só na preocupação com o bem-estar pessoal, mas com o bem-estar daqueles que vivem ao nosso redor. A indústria da moda é uma das mais poluentes, e vemos várias empresas que colocaram isso no centro das suas razões de existir”.

Ainda a respeito da pandemia, Marcella frisou a importância das redes sociais atualmente para a divulgação dos produtos. Nas palavras da comunicadora, as mídias são complementares, e existem estratégias para usá-las. “Se você não tiver uma estratégia bem montada com as redes sociais, não funciona, e é preciso entender o papel de cada rede e influenciador na sua marca”, explicou. Os varejistas estão com a mente direcionada para a época de compras de fim de ano, como a Black Friday e as festas de Natal.

O Iguatemi Talks Fashion 2020 acontece ainda no dia 22 de outubro, e pode ser conferido no site.

* Leonardo Fernandes tem 21 anos, estuda Jornalismo na PUC-Campinas, e já foi colaborador e redator do Portal Tracklist, parceiro da MTV Brasil. É interessado no universo das redes sociais, e em como o mundo pop é capaz de influenciar a sociedade. Contribuiu com o site da Z Magazine na cobertura do Iguatemi Talks Fashion.

 

Publicidade

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here