“O futuro da Influência” no Iguatemi Talks Fashion aborda a evolução da indústria de conteúdo

Julia Curan, consultora sênior da empresa de estudos de tendências, WGSN Mindset, apresenta a forma como os modelos de influência mudaram conforme as gerações.

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* por Lara Biffe

A busca por recorrência de padrões é a principal fonte de pesquisa feita pela empresa WhatsApp Image 2020 10 16 at 11.57.07WGSN, que procura estudar sobre tendências do universo da influência, incluindo o mercado da moda. E esse foi o tema que guiou a quinta palestra do Iguatemi Talks Fashion. Julia Curan, editora sênior da WGSN Mindset, mostra os estudos feito através da análise comportamental que, mudou o foco da influência online durante os anos de 2010 até os dias atuais.

Em 2010 as mudanças que impactaram a transformação da “blogosfera” foram, principalmente, a introdução das plataformas visuais como Instagram, Pinterest e Tumblr, assim pontua Julia, afirmando que, naquela época, o nicho de pessoas que continham certa visibilidade na internet eram as celebridades e um grupo pequeno de blogueiros. E assim, com a normalização dessa nova vida, em rede, as pessoas passaram a consumir mais conteúdos midiáticos, partindo para o ano de 2015, cinco anos depois, onde o nicho se estende e os “influenciadores” surgem carregando até mais poder que as próprias celebridades. A palestrante e editora sênior da empresa WGSN Mindset, traz as mudanças que impactaram nos seguintes anos até chegar nos dias atuais. Em um desses impactos, ela cita a aceleração do compartilhamento de Fake News, a proliferação de apps de networking social e a saturação de conteúdo, o que leva, mais uma vez, o aumento do nicho de influência para mais três grupos: criadores, formadores de opinião e defensores.

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Julia também pontua o impacto da geração Z na carreira dos influenciadores, que mudaram a visão de como criar conteúdo para internet e passaram a questionar certos comportamentos e propósitos. Um exemplo seria os “pioneiros”, assim descritos pela diretora sênior de “velha guarda” da internet, antes conhecidos como blogueiros, estão sendo obrigados a se reinventar, pois, de acordo com Julia: “Os posts patrocinados não estão tendo efeito junto a um grupo de consumidores céticos, que estão submersos a fake news…”.

Durante a apresentação da pesquisa, Julia Curan exemplifica cada grupo de “donos” da influência atual e usa nomes como, a personagem Blogueirinha (@blogueirinha), como uma das pioneiras, no seguimento “Alter ego”. No grupo de criadores de conteúdo, no seguimento memers mundanos, onde o foco é o humor como solução a partir de situações cotidianas, a tiktoker Lorrane Silva (@_pequenalo). No terceiro grupo, os formadores de opinião, Julia cita a atuação do biólogo Atila Iamarino (@oatila) diante ao combate a desinformação sobre a atual pandemia do corona vírus, concluindo que o pensamento crítico e politizado se tornaram mais valiosos, principalmente agora, e que esses acadêmicos ganharam ascensão nas redes por serem autoridades no assunto.

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Finalizando a palestra, Julia Curan retoma os perfis de influenciadores que são citados ao longo do painel trazendo, por fim, a “conclusão” da pesquisa sobre o futuro da influência e como tendências atuais podem estimular uma mudança de comportamento no futuro. Em uma pergunta feita por um internauta, Julia diz que a maior aposta para longo prazo é a “influência real” onde cada vez mais pessoas procuram por conteúdos de “bastidores”, onde existe um universo que trabalham e se colocam de uma forma mais verdadeira e tragam essa postura para forma como se comunicam e pautas que enaltecem nas redes.

*Lara Biffe – Lara Biffe tem 20 anos, atualmente estudante de jornalismo na PUC Campinas, sempre foi apaixonada por moda e possui experiência com blogs e produção de conteúdo por 4 anos. Lara contribui com a cobertura do Iguatemi Talks Fashion para o site da Z Magazine.

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