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O cenário digital do SPFW imposto pela pandemia deu abertura não só para um caminho mais democrático de apresentação de coleções, sem depender de convites restritos e concorridos para sentar na tão requisitada primeira fila, mas também para novos formatos de se pensar e fazer moda.

Fernanda Yamamoto

Ontem, 4 de novembro, logo no primeiro dia de apresentações, essa possibilidade se fez marcante, a começar com Fernanda Yamamoto, que ao lado da poeta Clarisse Romeiro e do Coral Jovem do Estado de São Paulo, responsável pela trilha, a designer criou um vídeo sobre um compilado de sentimentos vividos por ela e sua equipe durante o período de isolamento social. De acordo com ela, as reflexões e sensações foram transformados em palíndromos por Clarice, para dar vida às estampas, que exploram a poesia dessas palavras ou frases que podem ser lidas de trás pra frente e que, independente da direção, mantêm o seu sentido.”O trabalho que apresentamos nesse SPFW representa muito do que a marca enxerga como seu papel no mundo”, afirma.

Produzidas pelo grupo Ybyatã, em parceria com o instituto Ecotece, as estampas são resultado de um milimétrico e artesanal processo de produção, onde cada letra foi esculpida em madeira para a criação dos carimbos utilizados na impressão, também manual, das padronagens dos tecidos utilizados. A técnica, ancestral, além de agregar valores afetivos, resgata a importância do feito à mão e do coletivo.

 

 

Victor Hugo mattos

O estilista Victor Hugo Mattos se inspirou nos quatro meses de isolamento que passou no litoral baiano, próximo a sua família, para criar seu vídeo-performance Cálida, uma ode ao Sol. A proposta faz referências às riquezas do fundo do mar, com aplicações e tramas, seguindo a marca registrada do designer, com bordados manuais, crochê, macramê e tricot, que dão vida a franjas com búzios e conchas.

 

Irrita

A estreante Irrita, comandada por Rita Comparato ao lado da sócia Lia Camargo, também aproveitou as reflexões do período de isolamento para idealizar seu vídeo-performance com as bailarinas Clarice Lima, Ísis Vergílio, Karen Marçal, Marcela Costa.

No enredo, encontra-se uma atmosfera familiar ao período longo passado dentro de casa durante a quarentena, com atividades do dia a dia. Colocar uma música, tomar um vinho, fazer a faxina ou mesmo ter um momento só seu foram os cenários da apresentação de Irrita. As peças refletem esse momento com modelagens e formas amplas, confortáveis e ajustáveis para vestir qualquer corpo, como vestidos, túnicas, calças e blusas com shapes geométricos e silhuetas soltas.

 

Isabela Capeto

“Um novo florescer, que BROTA, que agora sai de casa, abraça o ‘novo mundo’ e caminha e dança no sentido da luz!”. É com essa frase que a carioca Isabela Capeto define sua coleção, que traz a dança como alicerce de comunicação com o público e peças que fazem parte da história da marca como protagonistas. Na pandemia, a estilista transformou sua casa em ateliê, onde o vídeo foi ambientado. Com o intuito de trazer uma atmosfera leve e alegre, Isabela traz estampas como o poá e transparência nas peças.

 

ALG

Outra estreante é a ALG, a linha mais acessível da À La Garçonne, dos estilistas Alexandre Herchcovitch e Fábio Souza. Em formato de desfile, porém sem plateia e com protocolos de segurança, a marca  trouxe o streetwear e toda sua atmosfera confortável para jogo. Com referências esportivas, ALG desfila moletons, camisetas, bermudas de malhas e algodão. Além disso, a marca propôs uma mistura de elementos masculinos e femininos nos looks.

 

Lenny Niemeyer

Em uma performance que começou a partir do reflexo de flores e plásticos de um ensaio do fotógrafo Marcio Simnch, Lenny apresentou sua coleção de cortes retos e shapes fluídos. Com estampas inspiradas no universo botânico e grafismos geométricos, as peças foram projetadas em tecidos naturais com sintéticos de aparência plastificada.

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