7 motivos pelos quais sua rotina skincare não está funcionando como esperado

Má higienização da pele, efeito platô e escolha inadequada dos produtos são apenas alguns fatores que podem prejudicar a eficácia

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Foto: Canva
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Após uma extensa pesquisa, você finalmente conseguiu comprar aqueles cosméticos que tanto queria e montar a rotina skincare perfeita. Mas, após algumas semanas cuidando religiosamente da pele, notou que os produtos não estavam conferindo o efeito desejado. Nesses casos, é normal ficarmos frustrados e colocarmos a culpa na formulação ou na empresa responsável pelo produto. Porém, existe uma série de fatores que pode interferir no funcionamento adequado dos cosméticos e prejudicar sua eficácia. Para ajudar com esse problema, reunimos um time de especialistas que apontaram as principais razões pelas quais um cosmético pode não funcionar como esperado. Confira:

Sua pele não está devidamente limpa: Ao entrar em contato com a pele, um ingrediente cosmético enfrenta vários obstáculos que podem impedir que penetre no tecido cutâneo e funcione adequadamente, como impurezas e a própria camada mais superficial da pele que funciona como uma barreira. “Por isso, a limpeza diária da pele é indispensável para remover resíduos e sujidades que podem impedir que o cosmético hidratante penetre de forma adequada e exerça a ação esperada”, diz a dermatologista Dra. Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Essa higiene diária deve ser feita com sabonetes específicos para o seu tipo de pele. É interesse apostar também em uma limpeza em consultório para garantir uma pele realmente limpa.

Você não esfolia sua pele: Outra estratégia para garantir que os produtos penetrem adequadamente na pele é investir na esfoliação. “Além de renovar a aparência da pele, tornando-a mais suave e luminosa, o esfoliante, ao remover as células mortas da superfície da pele, aumenta a eficácia dos cosméticos que serão aplicados em seguida”, explica a dermatologista Dra. Lilian Brasileiro, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Opte por produtos que atuem suavemente, como o Esfoliante Facial Tribeca, da B.URB, que conta com Microesferas de Arroz e Damasco para eliminar células mortas sem agredir a pele, melhorando a textura, mantendo a hidratação e reduzindo a oleosidade.

A composição do produto não é adequada: Quando o assunto é a penetração dos cosméticos na pele, é importante prestar atenção também se os ativos utilizados na fórmula são realmente capazes de ultrapassar as camadas da pele e alcançar o alvo. “Para isso, o consumidor precisa estar atento a fórmulas que, além de contarem com ativos anti-idade e antioxidantes, por exemplo, possuam mecanismos que permitam que os princípios ativos atinjam o local desejado. Um exemplo é a nanotecnologia, pois, quanto menor for o tamanho da molécula, melhor será a absorção do ativo e, consequentemente, maior será sua eficácia. Nesse sentido, existem ativos que funcionam como vetores, como é o caso do Pro Lipo Neo, para garantir que outros ingredientes da fórmula atuem exatamente onde devem sem perder eficácia”, destaca a farmacêutica Maria Eugênia Ayres, gerente técnica da Biotec Dermocosméticos.

É interessante procurar também por produtos formulados com ativos vetorizados pela molécula de silício orgânico, também conhecida como silanol. “Ativos vetorizados em silício tem permeação e resultados potencializados, pois penetram mais facilmente pelo estrato córneo, que é a camada mais externa da pele que funciona como uma barreira protetora. Alguns exemplos desse tipo de ingrediente são Ascorbosilane C (vitamina C associada ao silício orgânico) e Hyaxel (ácido hialurônico de baixo peso molecular vetorizado ao silício orgânico)”, afirma a farmacêutica.

O produto está vencido: Caso o produto não esteja funcionando como deveria, vale checar se ele ainda está dentro da validade. “O prazo de validade é fundamental para garantir a efetividade de um produto. Um cosmético clareador vencido pode perder sua capacidade de clarear, assim como um protetor solar vencido pode deixar de proteger adequadamente contra os raios solares. Além disso, produtos fora da validade podem causar intolerâncias, reações alérgicas e até mesmo infecções”, diz Maria Eugênia Ayres.

Os produtos não são adequados para o seu tipo de pele: Cada pele é única, com características e necessidades específicas. E, para garantir a eficácia da rotina skincare, os cosméticos devem suprir essas necessidades. “Enquanto pessoas com pele seca, por exemplo, devem optar por cosméticos formulados com veículos mais ‘pesados’, como cremes, aqueles que possuem a pele mais oleosa ou acneica devem dar preferência para produtos mais fluidos, em gel ou gel-creme”, aconselha a Dra. Paola Pomerantzeff. Ter noções básicas sobre as indicações dos principais ativos do mercado cosmético também é importante. “Se o objetivo é controlar a oleosidade da pele, é interessante optar por produtos com ingredientes como zinco, extrato de alecrim, ácido mandélico e ácido salicílico. Já para hidratar a pele seca, grandes coringas incluem a vitamina E, esqualano, aquaporinas, coenzima Q10 e D-pantenol”, diz a Dra Lilian Brasileiro. Na dúvida, é importante consultar o dermatologista para receber recomendações específicas para você.

Sua rotina skincare precisa ser adaptada: As necessidades da pele mudam de tempos em tempos, o que pode acontecer com o passar dos anos, devido à idade, ou até mesmo de um mês para o outro, devido às mudanças climáticas de cada estação. “Por exemplo, no inverno, a pele fica naturalmente mais seca por conta do frio, baixa umidade, banhos quentes e ventos constantes. Então, temos que adequar os produtos do necessaire a esse novo momento, procurando por cosméticos com maior capacidade hidratante que privilegiem a pele nessa estação”, afirma a Dra. Paola Pomerantzeff. Logo, não basta consultar o dermatologista apenas uma vez para descobrir uma rotina skincare ideal que será utilizada por toda vida. O ideal é que essas visitas ao médico sejam realizadas regularmente para que os produtos estejam sempre alinhados com as suas necessidades.

Suas expectativas são irreais: Por mais eficaz que um cosmético e uma skincare possa ser, é preciso lembrar que eles são apenas isso: cosméticos. Logo, sua ação é limitada. Então, é preciso alinhar suas expectativas com o que realmente é possível com a rotina skincare e, caso você deseje resultados mais expressivos, o ideal é apostar nos procedimentos estéticos.  Por exemplo, os injetáveis são excelentes opções para dar fim às rugas, com destaque para a famosa toxina botulínica. “A Toxina Botulínica é um neuromodulador que funciona como um ‘relaxante muscular seletivo’ para reduzir as rugas dinâmicas do movimento, pois essa proteína paralisa temporariamente os músculos”, explica a dermatologista Dra. Lilian Brasileiro.

Já para quem deseja um rejuvenescimento mais significativo, é possível optar pela experiência Solon Full Face, que reúne tecnologias como a radiofrequência microagulhada Eletroderme e lasers. “Logo após a primeira sessão do Solon Full Face, é possível notar efeito lifting, com melhora da firmeza da pele e diminuição da flacidez, e redução das rugas e manchas, além de uma textura mais uniforme e aveludada”, destaca o dermatologista Dr. Abdo Salomão Jr, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Por fim, em casos em que há flacidez significativa, a melhor opção são as cirurgias plásticas, como a técnica conhecida como Deep Plane Facelift, que traz resultados mais naturais ao reposicionar os músculos da face. “Ao contrário do lifting tradicional, que tratava apenas a camada de pele do rosto e conferia resultados artificiais, o Deep Plane trata o SMAS (Sistema Músculo Aponeurótico Superficial de maneira mais profunda e fazendo um reposicionamento melhor e mais duradouro da anatomia que a idade alterou. Assim, a técnica permite um rejuvenescimento maior e mais natural para o rosto, pois trata de forma pontual todas as suas camadas que apresentam envelhecimento”, indica o cirurgião plástico Paolo Rubez, membro da BAPS (Brazilian Association of Plastic Surgeons) e da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS).

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