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Por Ana Vaz

As coleções de pré-outono/inverno são normalmente mostradas de forma menos elaborada pelas marcas. É comum, por exemplo, que até casa luxuosas como a Dior e a Gucci o façam de maneira mais discreta. No entanto, essa discrição não tira a importância e o brilho deste momento. As coleções que precedem a temporada de inverno já apontam novos caminhos ou fortalecem a transição iniciada anteriormente.

A Gucci, por exemplo, começou um refresh no verão passado, limpou um pouco as estampas, diminui um pouco os volumes e trouxe um pouco mais de silhuetas próximas ao corpo. No entanto, sua antiga nova cara ainda permanece. É jovem, é irreverente, mantém a fluidez de gênero, mantém o incentivo à individualidade nas misturas de peças nascidas para funções diferentes das que desempenha na marca, além de ter mantido a ideia de versatilidade do luxo – use quando e como quiser. Nesta temporada, se destaca o uso da lingerie aparente e Michelle explora o recurso num caminho muito mais da versatilidade do que da sensualidade em si, ou da provocação do outro.

Já a Dior de Maria Grazia Chiuri, se mantém no caminho da moda cerebral, intelectualizada, estudiosa e focada no necessário feminismo. Pense que a marca e o estilista que a ela deu o nome, foi percursor de um movimento de moda que trouxe as mulheres de volta para o mundo da imobilidade com seu new look, no pós guerra, mais uma vez reforçando seu papel mais de enfeite e acessório do que de protagonista. Chiuri respeita os arquivos da marca, usas as formas do new look (inclusive nessa coleção), mas transforma a usabilidade de tudo. Fornece à mulher de 2020 a mobilidade, a versatilidade e a liberdade, não só que ela merece, mas que ela demanda.  Vale espiar a coleção toda e como ela foi distribuída sobre 10 princípios que a estilista e marca hoje prezam. Entre eles o vestir político e o vestir sustentável.

Mas, o que de mais marcante podemos apontar nesta temporada?

Versatilidade: sim, acabamos de falar dela e aqui estamos nós falando m ais uma vez. Permeou as peças e o styling de muitas parcas. É como se mesmo o luxo, por tanto tempo focado do ter, no ter e descartar, no ter e usar apenas de uma forma, tivesse se rendido completamente a ideia de que o luxo e usar, e usar e usar. É mixar noite e dia, esporte e festa, high e low, tradição de vanguarda. Tudo ao mesmo tempo agora. Basta olhar para essas quatro grandes marcas: Chanel, Dior, Gucci e Versace. A ideia não é nova, mas ela está madura, fortalecida e presente. Destaques apara você se inspirar: o brilho colorido para ser usado dia ou noite, na festa ou no momento de relax (olhe Gucci, Versace e Chanel), os mix de estampas (que continuam!), o color blocking (o da Gucci em especial).

Mobilidade: para quem deseja liberdade, nada como ir e vir sem se preocupar com o caminhar, mas com o caminho. Sapatos baixos e confortáveis mais uma vez tomaram as passarelas. Pouquíssimas marcas exploraram saltos altíssimos e finos, que impedem essa mulher livre de caminhar a hora que bem entender. Vimos menos tênis, mas o conforto continua lá. Destaques para você se inspirar:  as botas de montaria, até os joelhos, no seu tradicional couro preto, usadas em looks absolutamente desconectados do contexto equestre (ale olhar para o que fizeram Versace e Dior). As calças curtas, na altura do ossinho do tornozelo ou mais altas, que permitem o uso de qualquer sapato que a proprietária deseje, mas que foram usadas majoritariamente com saltos baixos (destaque para os sapatos pesados, tipo masculino da Dior).

Em resumo, uma temporada para nos deixar à vontade! E você, querida, leitora, vai levar quais dessas inspirações para o seu guarda-roupa?

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