Com o objetivo de valorizar a moda sustentável, incentivar a transparência na cadeia produtiva e promover a conscientização sobre o consumo e os impactos socioambientais do setor, a Semana Fashion Revolution promove, até o dia 28 de abril, uma série de palestras, debates e workshops em diversas cidades do país.

O movimento mundial foi criado após o desabamento de um edifício em Bangladesh, que causou a morte de 1.134 trabalhadores da indústria de confecção e deixou mais de 2.500 feridos, dentre eles, contratados de marcas globais, em condições análogas à escravidão. O conselho de profissionais da moda se sensibilizou com a tragédia, que ocorreu no dia 24 de abril de 2013, e declarou a data como Fashion Revolution Day.

A ação ganhou força e hoje se tornou a Fashion Revolution Week, que conta com atividades promovidas por núcleos voluntários, em mais de 100 países. No ano passado, o movimento envolveu aproximadamente 23 mil pessoas em 47 cidades apenas no Brasil. Neste ano, com foco nos eixos de mudança cultural, industrial e política, há eventos previstos para mais de 15 estados.

A campanha em vigor #QuemFezMinhasRoupas surgiu para potencializar a conscientização sobre o verdadeiro custo da moda e seu impacto no mundo, em todas as fases do processo de produção e consumo. De acordo com a co-fundadora do movimento, Orsola de Castro, essa ação irá incentivar as pessoas a imaginarem as pessoas por trás do vestuário, desde o costureiro até o agricultor que cultiva o algodão. “Esperamos iniciar um processo de descoberta, aumentando a conscientização de que a compra é apenas o último passo de uma longa jornada que envolve centenas de pessoas, e realçando a força de trabalho invisível por trás das roupas que vestimos”, completa.

Para saber mais sobre a programação brasileira, clique aqui.

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