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Por Ana Vaz*

Mesmo sendo duas grandes indústrias e como qualquer negócio ou mercado, terem como objetivo o lucro, muitos players (grandes e pequenos) têm repensado suas operações para que estejam mais alinhadas a um mundo que busca relações mais justas. E este mundo tem entre seus consumidores um sem-número de pessoas que genuinamente se preocupam com causas.

Que causas são estas? Do cuidado com o meio ambiente ao bem-estar social, uma variedade de lutas têm sido levadas adiante por comunidades genuinamente envolvidas com seus objetivos e bandeiras. As empresas e marcas têm começado a fazer parte destas comunidades e consequentemente atuado também como agentes transformadores.

Hoje vamos falar de 3 casos em especial, que me chamaram a atenção neste ano de pandemia, dois da área de moda e um da área de beleza. Marcas que inclusive se fortaleceram e se aproximaram ainda mais de seus consumidores neste período tão desafiados para tantas empresas.

Sallve 

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Sallve / Imagem: Divulgação

A marca de beleza criada pela papisa dos tutoriais de maquiagem, uma das primeiras influencers digitais bem-sucedidas do país, a sabida Julia Pettit, é vegana. Nenhum de seus produtos é testado em animais, um valor importante e tido como essencial por muitos consumidores de beleza hoje em dia. A marca, no entanto, não para por aí! Promete “fórmulas incríveis inspiradas por necessidades reais”. Nascida da relação de Julia com sua comunidade, a marca já estreou com um conciso portifólio de produtos, pensado para os principais desafios apontados pelo grupo. Distante da relação da fundadora com a maquiagem, a marca aposta menos em embelezar e mais em bem-estar. É ativa na comunicação com sua comunidade e tem seus usuários como seus maiores influencers.

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Sallve / Imagem: Divulgação
Julia Petit
Julia Petit / Imagem: Divulgação

Renner 

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Insecta x Renner / Imagem: Divulgação

E por falar em marcas veganas, a Renner, um dos maiores negócios de moda do país, cada vez mais preocupa com sua reponsabilidade social e ambiental, fez uma parceria inédita com a marca vegana de calçados Insecta. Os produtos não possuem nenhum componente animal e possuem preços acessíveis – coisa nem sempre comum em marcas veganas. Mas a Renner não para por aí e tem em seu portifólio hoje muitas peças de roupas feitas com material reciclado e cadeia de fornecedores rastreados (calcanhar de Aquiles de muitas marcas que prometem sustentabilidade).

 

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Insecta x Renner / Imagem: Divulgação
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Insecta x Renner / Imagem: Divulgação

Calma São Paulo

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Calma São Paulo / Imagem: Divulgação

A pequena marca de roupas de São Paulo já nasceu com uma proposta de slow fashion e faz coleções com poucas peças, gerencia com cuido seu estoque e se especializou em moda agênero. Suas criações são vendidas e comunicadas sem a preocupação da especificidade de gênero. Adicionalmente, a marca faz tutoriais para ensinar como usar das mais variadas formas suas peças coloridas e estampadas, mostrado que um guarda-roupa versátil vai muito além das peças neutras. Viscose e tecidos em fibras naturais fazem parte da essência da marca. Tudo costurado de forma cuidadosa.

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Calma São Paulo / Imagem: Divulgação

E você, que marcas com propósito têm feito parte da sua vida?

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