Por Mariana Arruda

Qual a relação do mundo feminino com o grafite? O colorido da arte das ruas não é tão conhecido pela representatividade feminina, mas Nina Pandolfo é uma das poucas brasileiras que dão um show e levam o talento para galerias nacionais e internacionais.

A artista cresceu em São Paulo e começou a desenvolver o seu talento ainda jovem, aos 14 anos de idade. “Segui minha felicidade na busca de novas mídias e liberdade criativa, até que me tornei parte integrante do cenário brasileiro do grafite dos anos 90”, conta Nina. E não parou por aí: neste mês, por exemplo, a artista levou suas obras à Galeria JD Malat, em Londres.

Os icônicos personagens de olhos arregalados que estampam as telas estão ligados à própria personalidade da artista, um reflexo de suas experiências pessoais e do vibrante mundo multicultural ao seu redor. “Me inspiro em mulheres que abraçam e incorporam diferentes culturas. Uma coisa une essas mulheres: sua força e delicadeza, que fazem parte integrante do estilo da artista plástica”, explica. Acompanhe a entrevista exclusiva para a Z Magazine.

Como você se encontrou como artista?

Sempre andei pelo caminho que minha mãe me orientou: fazer aquilo que amo fazer. Assim, tudo foi acontecendo! Sempre desenhei, sempre pintei. Desde pequena sou apaixonada por desenhos cheios de alegria, e com muitos detalhes. Não me encontrei como artista, mas sempre fui.

Representatividade feminina na arte de rua

Qual a sua maior inspiração?

A minha maior inspiração vem da vida. Tudo o que me cerca, como a natureza e as pessoas. Olhar ao redor e poder observar os detalhes me inspira.

Como você vê a representatividade feminina na arte de rua? Como começou?

A cada ano que passa, temos cada vez mais mulheres envolvidas com a arte de rua, assim como em muitas outras áreas, que antes era totalmente dominada por homens. Porém, ainda não estão igualadas ao número dos homens.

Representatividade feminina na arte de rua

Como nasceu a ideia dos olhos grandes?

Bem, os olhos grandes vieram comigo. Eu tenho olhos grandes. Não foi algo que eu estudei em fazer ou que planejei, isso ficou ainda mais claro pra mim, quando buscava meus primeiros desenhos de quando criança para colocar em meu primeiro livro chamado “NINA” e encontrei alguns números que transformei em personagens. Eles tinham olhos bem grandes e muitos detalhes. Até estampa no vestido tinha, e fiz esses desenhos quando eu tinha uns quatro anos. Apenas fui aperfeiçoando, acrescentando detalhes e expressões.

Como foi chegar às galerias de arte? Como é representar o Brasil no cenário internacional?

Eu iniciei pintando telas, o grafite eu descobri em minha busca constante por novos suportes para meu trabalho. Então, entrar para o cenário de galerias e museus foi uma consequência de minha busca constante em melhorar e desenvolver sempre algo novo em meu trabalho. Não é fácil uma artista brasileira ser reconhecida.

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