8 mitos sobre o emagrecimento saudável

Nutróloga desmitifica as principais convicções que as pessoas possuem quando o assunto é perda de peso

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8 mitos sobre o emagrecimento saudável
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O processo de emagrecimento saudável é muito mais complexo e totalmente individual do que a forma como é proposto pelas dietas malucas da internet. De acordo com a médica nutróloga Dra. Marcella Garcez, cada organismo possui necessidades e características específicas que devem ser levadas em consideração durante o processo e podem até mesmo colocar a saúde em risco. Então, para ajudar nesses casos, a especialista apontou os 8 mitos sobre o emagrecimento saudável. Confira:

Todas as calorias são iguais – Tão importante quanto saber quantas calorias estamos consumindo, é saber que tipo de calorias estamos ingerindo, afinal, as calorias não são todas iguais, ao contrário do que muitos pensam. “Proteínas, gorduras e carboidratos desempenham funções diferentes e geram efeitos distintos no organismo. Logo, não basta cortar apenas a categoria alimentar que possui mais calorias. Devemos combiná-las de forma adequada na alimentação para que o corpo funcione da maneira correta”, explica a especialista.

Carboidratos são os grandes vilões da perda de peso – Assim como as calorias, existem diferentes tipos de carboidratos. Por isso, não devemos sair cortando todo tipo de carboidrato de nossa alimentação. “Os carboidratos são fundamentais em nosso dia-a-dia, pois são a principal fonte de energia do organismo. Mas quem deseja perder peso deve evitar os carboidratos simples, como alimentos ultraprocessados, que aumentam o açúcar no sangue e o ganho de peso. No lugar, prefira os carboidratos complexos, como pães integrais, legumes, tubérculos e cereais integrais como aveia, arroz, centeio que são mais saudáveis, contribuem para o emagrecimento e regulam os níveis de açúcar no sangue”, diz a Dra. Marcella.

Exercícios físicos compensam alimentação desregrada – “A prática de atividade física é fundamental para a perda de peso, mas deve ser combinada a uma alimentação balanceada, pois os exercícios só são capazes de queimar uma certa quantidade de calorias. Além disso, alimentar-se corretamente é indispensável para garantir que o organismo possua energia suficiente para realizar os exercícios”.

Alimentos naturais são necessariamente saudáveis: A nutróloga explica que um alimento pode ser natural e orgânico, mas rico em açúcar ou gordura, por exemplo. Desse modo, não se pode dizer que natural signifique sempre saudável. “Por isso, é muito importante que o consumidor leia sempre os ingredientes que compõem o alimento”, ressalta.

Comer gordura necessariamente aumenta o ganho de peso – É fato que as gorduras possuem mais calorias do que os carboidratos e proteínas. No entanto, nem toda a gordura é ruim. “Abacate, azeite e nozes, por exemplo, são alguns exemplos de gorduras saudáveis e insaturadas que devem ser incluídas na alimentação de quem quer emagrecer, pois o consumo de gordura adequado às necessidades calóricas de cada indivíduo, na verdade, auxilia na perda e manutenção do peso”, destaca a médica.

Lanches aumentam o ganho de peso – Ao contrário do que muitos pensam, os lanches são fundamentais para uma dieta saudável e controle do peso. “Isso porque, enquanto as três refeições principais fornecem os nutrientes fundamentais para as funções vitais do organismo e a energia para as atividades diárias, os lanches auxiliam no controle da glicemia e do apetite, impedindo problemas como aumento da reserva de gordura, redução do metabolismo, degradação muscular e picos glicêmicos”, completa a nutróloga.

Glúten atrapalha o emagrecimento – O glúten é uma proteína encontrada em certos grãos, como trigo, centeio e cevada que, exceto para poucas pessoas com sensibilidade ao glúten, portadores de doença celíaca e algumas situações especiais, não possui risco algum, podendo ser encontrado em alimentos saudáveis e ricos em fibras, vitaminas e minerais. “Existe inclusive a possibilidade de se ganhar peso com uma alimentação sem glúten. Tudo depende do que comemos. Muitos alimentos processados sem glúten podem ter ainda altos níveis de gorduras e índice glicêmico”, afirma a nutróloga.

Comer à noite engorda – É verdade que a noite é o momento que o organismo está se preparando para repousar e, logo, sua capacidade para digestão é menor, o que, combinado ao consumo de refeições pesadas, favorece o ganho de peso. Mas isso não quer dizer que devemos pular o jantar. “Apenas recomenda-se ingerir alimentos mais leves, como sopas, lanches, saladas e proteínas magras, duas horas antes de dormir. Dessa forma, você evita ficar com fome e assaltar sua geladeira no meio da noite, atrapalhando assim sua dieta”, finaliza a médica.

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